Trilhos Pedestres. Atuais problemas de gestão vão continuar a acontecer

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A deputada do PSD/Açores, Catarina Chamacame Furtado considerou esta terça feira que, “face à postura do governo regional e dos deputados socialistas”, que recusaram a proposta social democrata para o regime jurídico de classificação e gestão dos percursos pedestres da Região Autónoma dos Açores, “os problemas que existem àquele nível vão continuar a existir”, adiantou.

Segundo a social democrata, o projeto de decreto legislativo regional entregue pretendia “garantir que a manutenção, a sinalização e a fiscalização dos trilhos pedestres passassem a ser feitas de forma adequada, classificando, de acordo com a relevância para a conservação, todos os percursos pedestres da Região”, frisou.

“Sendo o turismo de natureza a base da oferta do destino Açores, os percursos pedestres são um recurso essencial dessa mesma oferta. E, nos últimos anos, tem-se registado um aumento da afluência de turistas aos trilhos, o que provoca uma degradação mais rápida daquele importante recurso turístico”, afirmou a deputada.

Para Catarina Chamacame Furtado, o governo “mostrou não estar preparado para o crescimento do turismo verificado na sequência da alteração do modelo de acessibilidades promovida pela liberalização do espaço aéreo que ocorreu em 2015”.

“No sentido de apresentar soluções, trouxemos uma proposta concreta”, afirmou a parlamentar, sublinhando que “identificámos um problema, e apresentamos uma resposta para solucioná-lo, com o mérito de alertar a tutela e o PS para o mesmo pois, caso contrário, as soluções não iriam surgir”, referiu.

Segundo Catarina Chamacame Furtado, o que o governo defende nesta temática “é apenas um conjunto de ideias soltas, de todo insuficientes como modelos de gestão e manutenção dos trilhos pedestres”, disse.

A social democrata acusou mesmo o PS de ter “um discurso feito”, em que disse “que queria fazer mais e melhor, ficando a dúvida se se referia à proposta do PSD, que chumbou, ou à legislação em vigor”, sublinhou.

“Se não é este o modelo a seguir, o PS também não adiantou o que pretende”, limitando-se a descartar o documento do PSD “só porque é uma proposta da oposição”, considerou.

E questionou a secretária regional Marta Guerreiro sobre o trabalho em curso, nomeadamente “a propalada visão integrada dos produtos turísticos açorianos, que tarda em saber-se o que efetivamente contém”.

Catarina Chamacame Furtado reforçou ainda que “o atual sistema de gestão dos trilhos não é célere nem é funcional. E são vários os exemplos em que isso se tem verificado, sendo urgente uma mudança que, pelos vistos, o PS não quer mesmo que aconteça”, concluiu.

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