Marta Guerreiro defende “visão integradora e holística” de todos os produtos turísticos

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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo afirmou, na Assembleia Legislativa, na Horta, a importância de uma visão “integradora e holística” de todos os produtos turísticos dos Açores, através de um Modelo de Gestão de Produtos e Recursos Turísticos.

Marta Guerreiro salientou que o entendimento do Governo dos Açores é por “uma orientação estratégica definida e configurada de forma a integrar vários usos e vários produtos”, definindo o seu “planeamento, gestão, preposição, execução, manutenção, financiamento e monitorização”, que considerou serem elementos necessários “em termos de tratamento conjunto dos nossos recursos, dos nossos produtos, de forma a valorizar todos eles, porque todos têm bastante potencial”.

“Não devemos restringir a nossa atuação apenas a um produto”, frisou a governante, dando nota de que existem “muitos mais que precisam de ser referenciados”, nomeadamente os percursos cicláveis, a observação de cetáceos ou o canyoning.

“Devemos definir um caminho que seja seguro, que seja firme, que seja virado para estes novos desafios”, afirmou a Secretária Regional, que falava terça-feira no âmbito da discussão de um projeto de decreto legislativo regional apresentado pelo PSD, relativo ao Regime Jurídico de Proteção e Classificação dos Percursos Pedestres da Região.

Em concreto sobre os trilhos, a titular da pasta do Turismo referiu que existe uma Comissão de Acompanhamento dos Percursos Pedestres, que reúne duas vezes por ano, tendo, na última reunião, aprovado “13 novos trilhos”, com origem “em sete entidades diferentes”.

“Os trilhos são dos produtos mais apreciados por quem nos visita”, sublinhou Marta Guerreiro, acrescentando que “o seu estado também se reflete na avaliação de quem os percorre”.

“No último inquérito realizado pelo Observatório de Turismo, os trilhos são avaliados como excelentes, de 1 a 5, com uma nota de 4.6”, reforçou.

Relativamente à segurança e à manutenção deste produto turístico, a Secretária Regional garantiu que se constituem como os “principais” elementos na atuação do Executivo.

Marta Guerreiro realçou ainda que “todos os trilhos estão inventariados e classificados”, uma classificação com base “nas caraterísticas que consideramos importantes para ajudar os utilizadores a escolher determinado tipo de trilho, ou seja, a sua extensão, o seu grau de dificuldade, a sua duração ou a respetiva inclinação”.

“Isto é completamente diferente da filosofia que este diploma quer trazer aqui, de que uns trilhos são melhores do que os outros e nisso estamos totalmente em desacordo”, adiantou Marta Guerreiro, considerando que a proposta apresentada aponta para “um caminho errado”, não sendo, por isso, “adequada ao que se pretende no sentido do que difundir e espalhar os turistas pelos vários atrativos” do arquipélago.

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