“Turismo Criativo” e “Educar para a Diversidade” são dois programas de destaque na décima temporada da MiratecArts

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“O constante desenvolvimento do turismo, na última década, fomentou a criação de oportunidades especiais para um visitante cada vez mais exigente. Neste panorama, o enoturismo estabeleceu-se como um produto extremamente importante, mas também o turismo criativo.”

Foi assim que Terry Costa, Presidente e Diretor Artístico da MiratecArts, iniciou sua intervenção na apresentação da décima temporada de programação da associação cultural. A apresentação aconteceu no Cella Bar, rodeado de diretores, parceiros e sócios colaboradores da MiratecArts, meios de comunicação e artistas, onde foram apresentados os 5 festivais, a destacar no ano, e os dois programas que vão ter o maior investimento do trabalho liderado pela associação com sede na ilha do Pico.

“O turismo criativo é um nicho mais recente que surgiu tanto como um desenvolvimento do turismo cultural, quanto em oposição ao surgimento do turismo cultural de massa”, continua o fundador da entidade. A procura de turismo criativo é impulsionada por consumidores que desejam experiências culturais mais ativas e participativas, nas quais possam usar e desenvolver sua própria criatividade. Sendo assim, a MiratecArts continua a criar oportunidades para visitantes participarem ativamente em atividades, proporcionando oportunidades de aprendizagem, auto expressão criativa e interação com residentes. “Esta foi uma conversa que se desenvolveu mais rapidamente durante a pandemia, quando centenas dos nossos sócios se encontraram sem sustento, devido a cancelamentos dos seus programas e apoios não existentes” admite Terry Costa. A ideia de turismo criativo permite que tanto os visitantes como os locais beneficiem, ao promover a vitalidade e a sustentabilidade cultural, já que as atividades artísticas desempenham um papel determinante no desenvolvimento socioeconómico.

“Além de investir mais no desenvolvimento da nossa sede propriedade, MiratecArts Galeria Costa, vamos ter o cuidado de criar programas, com os nossos artistas colaboradores nesta vertente, bem  como incentivar e apoiar projetos com o intuito de educar para a diversidade” avançou o diretor.

Na Declaração Mundial sobre Diversidade Cultural lê-se que “a diversidade manifesta-se na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é, para o ser humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza.” Nesse sentido, constitui o património comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em benefício das gerações presentes e futuras.

“Educar para a diversidade tem sido um dos grandes objetivos da MiratecArts e no qual pretendemos focar e investir cada vez mais.” adiciona Terry Costa. “Educar para a diversidade exige uma revisão dos valores e de atitudes que levarão à superação das injustiças, dos preconceitos e dos estereótipos. A educação para a diversidade compreende um dos fundamentos da educação inclusiva, responsável por estimular a conscientização dos indivíduos sobre as diferenças, respeitando-as e valorizando-as.”

Dessa forma, o objetivo é formar cidadãos cada vez mais justos, que poderão combater veemente o preconceito e os estereótipos, no sentido de construir uma sociedade mais justa e igualitária, a qual a MiratecArts trabalha constantemente através de projetos que dão visibilidade a assuntos tão diversos quanto os cerca de 800 colaboradores, das 9 ilhas dos Açores e as centenas de artistas dos 64 países que já participaram presencialmente.

Desde o AnimaPIX, o festival de animação na ilha do Pico, que aconteceu este mes de dezembro, arrancando assim a décima temporada, ao Montanha Pico Festival, que abraça arte e aventura em janeiro na temática da cultura montanhosa; do Azores Fringe Festival, o projeto cultural artístico mais democrático no país, a acontecer por todas as ilhas em junho, ao Festival Cordas, que apresenta várias culturas através dos instrumentos de corda; e, o Azores Birdwatching Arts Festival, que abraça o ambiente através das aves com projetos na temática, a MiratecArts tem um plano de mais de 250 eventos com centenas de artistas.

Terry Costa terminou sua intervenção apelando “para continuarmos, todes, a marcar o nosso lugar, a construir com arte e, principalmente, a divulgá-la. E, daqui a 10 anos, encontrar-nos-emos novamente, sempre a celebrar com arte e artistas dos Açores para o mundo.”