Um regresso às aulas tipo STAYAWAY COVID

0
21
TI
TI

A í está o dia 15 de setembro e o tão ansiado regresso às escolas por parte de milhares de estudantes um pouco por todo o país. Os Açores não são exceção e serão cerca de 13 mil aqueles que no próximo ano escolar (2020/2021) iniciarão as suas atividades letivas e não letivas em regime presencial.
Trata-se de um regresso obrigatório às aulas presenciais para todos os alunos, de todos os anos de escolaridade, de todas as modalidades de ensino e em todas as disciplinas.
É precisamente isso que prevê a Direção Regional de Educação, tendo em atenção a atual situação epidemiológica na Região, no documento remetido às escolas denominado “regresso seguro às aulas”.
No entanto, este mesmo roteiro destinado a promover um regresso em segurança aos estabelecimentos de ensino por parte de toda a comunidade escolar, prevê também um plano B, caso haja um agravamento epidemiológico, que passa pelo ensino à distância, semelhante aquele que aconteceu durante o período de confinamento.
É assim, com base nas orientações emanadas pela Autoridade de Saúde Regio-nal, que as escolas preparam a reabertura, com as novas regras e rotinas anti covid-19.
Certamente que esse regresso às aulas, no momento em que se assiste em Portugal Continental e nos Açores a um crescimento no número de casos infetados, gera uma enorme preocupação nos pais, mas também nos professores, auxiliares e alunos.
Todavia, para “descanso” da comunidade escolar surgiu um dado positivo na última reunião do INFARMED, na qual vários especialistas afirmaram que há significativas evidências que as crianças não são um poderoso elemento de transmissão do vírus.
Por outro lado, constata-se que as escolas têm realizado um extraordinário trabalho de preparação para esta difícil reabertura.
Com base num conjunto de regras determinadas, respeitantes à organização, nomeadamente das salas, dos horários, da circulação, do distanciamento físico, da higienização e etiqueta respiratória e, inclusive, da alimentação, sabe-se que os estabelecimentos de ensino estão agora a fazer contas ao número de alunos por sala, a criar turnos para os almoços nas cantinas, a colar fitas para delimitar as áreas permitidas ou a pintar setas no chão para definir o sentido de circulação.
Servirão as primeiras semanas de funcionamento para os alunos se adaptarem a uma nova rotina, em que o uso de máscara por toda a comunidade escolar com idade igual ou superior a 10 anos será uma nova realidade.
Obviamente que não se pode dizer que nenhuma escola está livre do surgimento de infeções pelo vírus covid-19. Na verdade, tal pode acontecer. Daí que todas as escolas tenham que estar devidamente preparadas para uma abordagem perante a ocorrência de casos suspeitos, nas salas ou no quotidiano da nossa vida social.
Por isso, foram criados protocolos e planos de contingência pelas entidades competentes, que definem como cada escola, cada um, deve agir perante um caso concreto, minorando-se assim um previsível sentimento de insegurança.
Com esta abertura haverá muito mais gente em mobilidade, a circular, e o risco será certamente maior. Mas também haverá muito mais gente de máscara, a ter cuidado com a distância social e a higienização das mãos e, portanto, uma maior preocupação com os cuidados que todos devemos ter.
Este é o único caminho, a única estratégia possível, para a qual certamente dará uma grande ajuda a App STAYAWAY COVID, pois o regresso a um confinamento total já não é uma resposta, nesta altura, à pandemia.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO