
Iniciou-se no passado domingo mais uma edição da Semana do Mar, desta feita a sua 42ª edição. Trata-se de um, se não mesmo o maior, festival náutico do país onde a diversidade de atividades é uma constante. Numa semana a ilha do Faial modifica-se por completo conseguindo juntar as tradicionais provas náuticas, espetáculos de bandas filarmónicas, grupos folclóricos e de cantares, bandas e artistas conhecidos do grande público bem como a tenda eletrónica que tem vindo a ser uma aposta ano após ano agradando os mais jovens.
Para além disto, a Semana do Mar caracteriza-se ainda pela sua feira gastronómica sendo capaz de juntar restaurantes locais e nacionais, Feira de Artesanato, Expomar e Festa do Livro.
A Semana do Mar não é, nem pode ser, um festival de verão apenas e só direcionado para os mais jovens, caso isso aconteça perderá logo a sua identidade. O que diferencia a Semana do Mar de outras festas que acontecem nas restantes ilhas dos Açores e até mesmo no continente é, sem sombra de dúvida, a sua diversidade e a sua característica de juntar os faialenses e muitos outros que nos visitam, num ambiente familiar e de proximidade.
Contudo, tem-se vindo a perder oportunidades de afirmar a Semana do Mar e a ilha do Faial como um destino turístico de excelência, importando apenas caprichos meramente eleitoralistas. É necessário dignificar as nossas culturas, apostando no que é nosso todo o ano e todos os anos, não apenas em anos em que há eleições porque ser açoriano e ser faialense é sê-lo todos os dias e todos os anos.














