União?!

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Não tenho nada contra o futebol, muito pelo contrário, até delirei, aplaudi e emocionei-me ao ver a seleção jogar domingo. Um jogo impróprio para cardíacos, como se diz na gíria desportiva, mas que, felizmente, acabou bem para os portugueses. É curioso ver que, nas horas e dias que se seguiram, choveram milhões de mensagens e manifestações de apoio à equipa das Quinas, bem como a Portugal. Por todo o País se entoou o “A Portuguesa”, para quem não sabe, o nosso Hino! Um dos símbolos nacionais de Portugal que nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África, no denominado “Mapa cor-de-rosa”. O que é engraçado é que nota-se na música uma influência clara do hino nacional francês, La Marseillaise, também ele um símbolo revolucionário. Curioso, ou não tivessemos nós ganho à França… Mas, o propósito desta coluna não é elucidar os leitores sobre a raíz do Hino de Portugal ou da seleção portuguesa, é sim, deixar um apelo, um alerta… Já parece “bater no ceguinho”, mas gostava que a união a que se tem assistido nos últimos dias, fosse mais coerente e extensiva a outros factos do nosso País. Portugal precisa de um povo amigo, unido e reivindicativo. Estou farta de dizer/escrever isto. Se queremos ser bem sucedidos, se queremos continuar a fazer jus aos feitos que homens como Vasco da Gama almejaram, temos que nos unir. Só assim a primeira estrofe da “Portuguesa” fará, eternamente, sentido: “Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória!” [email protected]

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