UV 2020 – José Manuel Bolieiro acredita na juventude açoriana para uma mudança na Região

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DR/PSD
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O candidato do PSD/Açores a presidente do Governo Regional mostrou-se ontem “muito confiante na juventude das nossas ilhas” para levar a cabo “a mudança de que a Região precisa, assente na alternância democrática e criando um novo ciclo”, afirmou.

José Manuel Bolieiro falava na sessão de encerramento da 7ª Universidade de Verão da JSD/Açores, realizada na ilha Graciosa e divulgada via online, onde anunciou a mandatária jovem da candidatura social democrata, a terceirense Francisca Martins Aguiar, estudante de 18 anos.

Na sua intervenção, o líder social democrata fez um apelo “à participação dos jovens na vida pública, permitindo uma libertação da sociedade perante os riscos da submissão, conquistando a soberania do povo”, disse.

“A alternância democrática ajuda a que o povo seja soberano e o poder submisso, e não o contrário”, disse José Manuel Bolieiro, aludindo aos “24 anos de poder sufocante do PS em continuidade, procurando transformar o seu poder em soberano”, o que o PSD e a JSD/Açores “tudo farão para contrariar”, afirmou.

E salientou a alargada presença de juventude nas listas do partido, “onde se destaca o líder da JSD/Açores, o Flávio Soares, e onde realço igualmente que é um jovem, Luís Pimentel, que encabeça a lista da ilha do Corvo, numa prova de que esta onda de confiança conta com todos”, referiu.

Os novos temas centrais da atualidade foram abordados pelo candidato social democrata, considerando que o empreendedorismo e a autonomia energética das ilhas “são áreas fundamentais para nelas exercermos uma democracia ativa, que visa um futuro próximo de desenvolvimento do arquipélago”.

José Manuel Bolieiro recordou a necessidade de uma estratégia de cooperação financeira e técnica “entre a administração regional e o poder local democrático autónomo, coisa que não tem acontecido nos últimos 20 anos, em que se assiste a uma manipulação que urge ver terminada”, frisou”.

O líder social democrata realçou ainda “a liderança efetiva que a JSD/Açores leva na participação dos jovens na política”, uma vez que aquela organização de juventude “não serve apenas para angariar militantes ou animar campanhas eleitorais, mas para despertar os jovens na sua participação cívica, o que tem feito com ambição e bons resultados”, disse.

“Um desses exemplos foi novamente esta escola de formação política que é a Universidade de Verão, que tem sido uma referência, até ao nível da descentralização geográfica na nossa região. Permite-nos ter um pensamento global, projetado em todas as localidades e ilhas”, acrescentou.

Flávio Soares, presidente da JSD/Açores, reforçou que “a juventude açoriana não está desinteressada, ao contrário do que muitos dizem”, defendendo que “é preciso valorizar, aproximar e reconhecer o potencial trabalho que cada jovem poderá fazer pelos Açores”.

“Infelizmente, temos um Partido Socialista que se esquece desses jovens, que toma medidas fáceis e avulsas, e chama-lhes política de juventude. A JSD e o PSD/Açores não têm medo de arriscar e apresentam propostas inovadoras, porque temos juventude em todas as nossas políticas”, realçou.

E sobre a participação política dos jovens, aquele dirigente reclamou a realização urgente de uma reunião do Conselho de Juventude dos Açores, um órgão que não reúne há mais de 10 meses, para discutir a abertura do ano letivo, perante as dúvidas relativas ao seu arranque. É também preciso ouvir os jovens sobre a agenda para o relançamento Social e Económico dos Açores”, propôs.

“Não basta apregoar que se conta com a juventude quando a ela não são dadas oportunidades de crescimento e aprendizagem”, disse Flávio Soares.

Que destacou “os cerca de 200 jovens das nove ilhas da nossa região que, desde 2014, participaram na Universidade de Verão, fazendo deste evento a maior escola de formação política e cívica dos Açores”.

Entre todos esses participantes, “muitos são jovens que contribuem ativamente para a sua freguesia, para o seu concelho ou mesmo para a nossa região, como dirigentes de associações, organizações e até envolvendo-se na vida política”, recordou.

O também candidato a deputado pelo círculo eleitoral de São Miguel lembrou que “foi o PS a permitir que, nos Açores, a taxa de desemprego jovem chegasse aos 33% em 2018, ou que o abandono precoce na educação e formação fosse de 27% em 2019, quanto a nível nacional era de apenas 10,6%”.

“Este é o cenário de uma região abandonada, onde a preocupação está apenas direcionada para manter o poder”, alertou, dizendo que, “face um governo que não se preocupa com as pessoas e que está parado no tempo, nós temos sabidos envolver os jovens, temos sabido auscultá-los, e temos propostas sérias e claras relacionadas com a juventude no programa eleitoral do PSD/Açores, concluiu.

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