Variantes discursivas em estilo pós-pandémico

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Ricardo Madruga da Costa
DR/TI

Em post de 3 de Outubro divulguei no Facebook uns dizeres desagradáveis pronunciados pelo senhor deputado Tiago Lopes no plenário da ALRA visando o Governo Regional. Escrevi eu na ocasião: “Não sei se o deputado terá ouvido o discurso inspirador da Greta Thunberg em que a ideia com mais significado se traduzia num repetido “Blá! Blá! Blá!” à medida que identificava uma breve ideia sobre a qual, de facto, nada estava a ser feito. O senhor deputado, talvez para ser original, para acusar o governo de incapacidade, e fulanizando o assunto na pessoa do Secretário Regional da Saúde, Clélio Meneses, compôs uma fraseado indecoroso a que associou terminologia que terá escutado nalguma passagem pela psiquiatria, como por exemplo aludir a atitude denunciadora de um estado bipolar, requintou depois a sua apreciação com a patológica asserção de “maníaco-depressivo”, acabando por exclamar em modo conclusivo: “Fala! Fala! Fala! E não diz nada”. Ainda hoje fico surpreendido que os seus inadmissíveis dislates não tenham sido atalhados por quem de direito, admoestando-o com veemência. Relativamente ao palavreado soez do deputado, o Secretário Regional apenas disse ser “politicamente inadmissível” e “humanamente desprezível”. Entretanto, na edição de 13 de Outubro do Diário Insular, no remate de artigo de uma página sobre Planear a Saúde, o senhor deputado escreve este texto: “É por isso fundamental a planificação e a continuidade da elaboração multi e intersectorial de um plano de recuperação e de o próximo Plano Regional de Saúde, sendo, para tal, emergente a elaboração, apresentação e discussão de um referencial estratégico”. Não se ouviu em parte alguma destas ilhas a Greta Thunberg soltar o seu desabafo:” “Blá! Blá! Blá!”. Cá por mim, só pediria a pessoa amiga, ao ler o citado parágrafo (ou pagágafo, com dizia popular personagem da minha terra) que me explicasse o sentido desta javardice discursiva. Cá para mim, por analogia, o dito senhor deputado escreve, escreve e escreve e escreve e não diz nada. Que se perceba.

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