Vice-Presidente da Assembleia Legislativa quer os Açores “na dianteira da definição de estratégicas” para aproveitamento do mar

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“O mar dos Açores dá a dimensão Atlântica a Portugal e à Europa. Importa por isso estar à
altura da responsabilidade, e podermos ser nós a estar na dianteira da definição de estratégias”, afirmou ontem na Horta, a Vice-Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, sublinhando que isso será o garante da sua “sustentabilidade económica e ambiental”.

Falando na sessão de encerramento da Semana das Pescas 2022, em representação do Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, ausente da ilha, a Vice-Presidente Catarina Cabeceiras considerou o atual “contexto político internacional” um dos principais desafios que as pescas dos Açores têm pela frente, devido ao “aumento do preço de matérias-primas, energia e combustíveis”, que já está a provocar dificuldades no setor.

A Vice-Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores elencou ainda como principais
desafios para o futuro a sustentabilidade da pesca, a valorização do pescado e a diversificação dos usos do mar.

Saudando o regresso da Semana das Pescas à Horta, depois de um interregno de 17 anos, a Vice-Presidente Catarina Cabeceiras sublinhou ser um evento que “promove o aprofundamento do conhecimento, permitindo clarificar posições, delinear novas estratégias e, consequentemente, incentivar a inovação nas áreas de oceanografia e pescas”.

Para a Vice-Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, a “investigação e
desenvolvimento” e os “programas de acompanhamento das pescas” são “aliados fundamentais para o alcance de maior sustentabilidade do setor”.

“O futuro passa, inquestionavelmente, por conhecer melhor o mar, para assim o poder
aproveitar. Com sabedoria, respeito e proveito”, disse a Vice-Presidente da Assembleia
Legislativa dos Açores.

A Semana das Pescas 2022 decorreu ao longo de quatro dias entre as ilhas do Faial e Pico, com debates centrados na investigação marítima, na aquicultura, na transformação e
comercialização do pescado, nos fundos estruturais e na relação dos Açores com a União
Europeia, sem esquecer a economia azul.