Vinte anos a pensar sobre a ilha

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OPINIÃO DOS CRONISTAS DO Nº1 – 20 ANOS DEPOIS

Quando há vinte anos me sentei a escrever a minha primeira crónica nas páginas do Tribuna das Ilhas, trazia cá dentro uma emoção que hoje ainda me é difícil traduzir em palavras.

Lembro-me de ter sido o último texto que fechei, antes de enviar o jornal para a gráfica. Apesar de estar habituada a escrever em jornais desde os 16 anos, e de ter escrito outros textos naquela primeira edição do Tribuna das Ilhas, nunca antes tinha escrito uma crónica – o género jornalístico que mais se aproxima da literatura, ainda que tantas vezes se confunda com uma simples opinião.

No momento em que comecei a escrever, senti o peso de todas as escolhas que havia feito nos dez anos anteriores, levando-me àquele exato momento, em que me foi dado o privilégio de usar a minha voz na última página de um jornal, habitualmente reservada para os cronistas de maior gabarito.

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