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Voo do Cagarro – Celebrando o Parque Marinho dos Açores

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Frederico Cardigos

No dia 11 de novembro de 2011, quando o Decreto Legislativo Regional n.º 28/2011/A foi publicado, nasceu muito mais do que um mero diploma. Então, uma Região decidiu olhar o oceano não apenas como horizonte, mas como herança e esperança. Chamou-lhe “Parque Marinho dos Açores” e deu-lhe fronteiras tão vastas que pareciam sonhadas por baleias. O decreto falava de proteção, de gestão sustentável e de preservação da biodiversidade. Mas, por trás da linguagem jurídica, havia versos escondidos. Versos de um povo que sabe de mar, que vive entre caldeiras, fajãs e abismos, e que entende que o futuro é feito de equilíbrio entre o que se pesca e o que se poupa, entre o que se descobre, o que se usa e o que se guarda.

 


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* Frederico Cardigos é biólogo marinho no Eurostat. Este é um artigo de opinião pessoal. As ideias expressas neste artigo são da exclusiva responsabilidade do autor e podem não coincidir com a posição oficial da Comissão Europeia. A redação deste texto contou com o apoio da versão avançada da plataforma de inteligência artificial ChatGPT (OpenAI).

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