Em tempos medievais, quando a Península Ibérica se encontrava entre a retração do poder romano e o lento despertar de novos reinos cristãos, Portugal ainda não existia. Contudo, já se teciam, nos interstícios da História, os fios da solidariedade popular que moldariam o carácter português. Sem clero presente, sem senhor feudal próximo e muitas vezes à margem do poder central muçulmano, comunidades inteiras organizavam-se com base num princípio simples e extraordinariamente eficaz: o do bem comum.
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