3 PS, a mesma… música!

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 Há determinadas situações que nos são relatadas, apenas e só para que sigamos o raciocínio que nos querem impor, e fazer crer…como único possível e verdadeiro!

De tanto repetir uma mentira, ao fim de algum tempo, habituamo-nos a ela, àquele ruído de fundo, e já começamos a pensar que a mesma terá sido, seria ou será… mesmo verdade.

Mas por muito que se mascare a realidade, o certo é que, mais cedo ou mais tarde, a verdade vem ao de cima…, para mal dos nossos (dos outros…) pecados.

A imoralidade desta história portuguesa, triste e verdadeira, é que o justo paga pelo pecador, em partes iguais, independentemente de ter tido ou não “culpas no cartório”.

Mais injusto ainda é quando os responsáveis, fogem às responsabilidades, saindo ligeirinho do pais, para irem gozar um injusto e imerecido descanso, por outras paragens.

Imagine-se, viver em Paris a estudar Filosofia… será, certamente, um pena de degredo demasiado branda para quem nos desgovernou, e que nos deixou hipotecados até ao tutano…

Este é um raciocínio que se aplica não só ao Continente, mas também aos Açores (Madeira incluída) e ao Faial, válido não só para socialistas, para também para social-democratas, democrata-cristãos, comunistas, bloquistas, e independentes…, claro!

Devemos ser julgamos, não só pelo povo, mas também pelos tribunais, pelo bem e pelo mal que causamos ao erário público…, e privado, porque não?

 

PS – Continente

Vivemos largos anos acima das nossas possibilidades, num rumo suicida, que agora todos temos que pagar… uns mais, outros menos, é certo!

Foram anos de grande “fartura”, para os boys com cadeiras cativas, e onde os governantes passavam pelo governo, a caminho de prateleiras douradas, com os bolsos cheios com o dinheiro que, afinal era de todos os nós.

Sócrates foi o “Yes, Man” de um estado social, crescente e desmesurado, ficando para a história como o pai dos Rendimentos Mínimos, dos “Magalhães”, das Scuts…, e de muitas outras e tantas benesses, que são agradáveis de dar, receber e utilizar, com o dinheiro dos outros.

Avisos não faltaram, dos “Velhos do Restelo”, dos “Profetas da desgraça”, daqueles que viam só “o copo meio cheio”, quando, o dito copo, nem meio estava, e vertia, diariamente, o precioso líquido… até chegarmos ao presente deserto, que teremos que atravessar nos próximos anos.

Foram tempos em que nos comeram a carne, pelo que, nada de mais natural, que, agora roamos os ossos… que nos deixaram.

 

PS – Açores

Pensávamos que, com a queda do muro de Berlim, e com a Perestroika, só tinha resistido o Comité Central de alguns partidos comunistas… e não só (?), que continuavam a pensar, deliberar e impor a sua vontade, mesmo quando já todo o mundo desabou… relembro o general iraquiano que dizia que tudo estava bem e controlado, quando a sua própria sala caía, frente às câmaras de televisão.

Pois nos Açores, parece que, para os Comités Centrais de algumas forças de esquerda, a sua orientação continua a ser definida ou imposta (?), à margem das suas próprias tendências internas, micaelenses ou terceirenses… sim, porque há muito os faialenses deixaram de riscar… serem ouvidos ou sequer tidos em conta.

Aliás, a única forma de aparecerem na fotografia da família, é abanarem as bochechas, dizendo “Sim, Senhor!”.

No passado dia 8 de Outubro, a “Comissão Regional do PS – Açores” elegeu Vasco Cordeiro como sucessor de Carlos César…,, por unanimidade, para açoriano ver… em directo!

É obra!

É obra aceitar na véspera a decisão (inevitável, porque ilegal) de Carlos César não se recandidatar!

Rei morto, Rei posto. Viva o Rei!

No dia seguinte, ainda com o “corpo quente”, é eleito o novo rei, por unanimidade.

Como?

Não sei! Só se, dentro do PS existe… ”sangue de barata”!

Antes da decisão “obrigada” de Carlos César, havia 3 candidatos a sucessor, qual deles o mais esforçado, por atalhos e vielas, para chegar à condição de herdeiro indigitado do poder do chefe!

César decidiu, e o fogo apagou-se, e todos…, mas todos, votam em Vasco Cordeiro, incluindo o próprio!

Claro que muitos terão feito figas, por baixo da mesa!!!

Em cima da mesa estão as contas imaculadas de uma parte da Região… limpas e expurgadas dos podres…, que, por engenharia financeira, foram “varridos para debaixo do tapete”.

Para quem conseguir vergar a giga, e fazer o teste do algodão (que não engana…) facilmente verá as contas da Saudaçor, da SPRHI, e brevemente da Portos dos Açores, e de muitas outras escondidas por baixo da mesa, onde ainda muitos comem a última carninha que nos resta!…

Por cá ainda se festejam as Scuts com uma renda anual de 22 milhões de euros (para pagar de Santa Maria ao Corvo mas onde só São Miguel circula…), se gere as Portas do Mar com orçamentos principescos, ou se insiste em fazer um segundo cais de cruzeiros na Terceira, para Angrense ver… e não ter o incómodo de ir à Praia da Vitória ver o… paquete!

Um dia, todos nós, pagaremos esta gestão insustentável, enquanto os seus responsáveis… já têm no bolso o passaporte para saírem pelas Portas do Mar, enquanto a Troika entrará pelas Portas da Baía de Angra…

 

PS – Faial

Por cá, resta-nos uma cópia muito imperfeita e até… grosseira, das outras gestões socialistas, que, apesar de falidas… deixaram alguma obra, para mais tarde recordarmos…, enquanto pagamos!

Por cá, os alunos não fizeram o trabalho de casa enquanto era tempo de vacas gordas, e sempre se acomodaram com o supérfluo, se contentaram com as rapas do tacho…, mas sempre com um sorriso nos lábios, sempre prontos a agradecer e a bem receber, considerando-se mesmo, e sempre… muito satisfeitos.

Este facto é indesculpável, até porque não estamos perante uns alunos quaisquer… cábulas e distraídos. Tivemos o “privilégio” de sermos governados sempre por “professores”, logo, com a obrigação de alcançarem os melhores resultados, face à sua superior formação… profissional.

Mas não tivemos essa sorte… nem nós, nem o país, a ver pelos resultados do Ministério da Edução e da Saúde, onde a nossa condição física não é a melhor!

Mas vejamos o que os outros fizeram com o mesmo dinheiro que nós devemos, mas cuja obra… nós não vemos:

–        Pavilhão Multi-Usos / Espaço Cultural na ilha do Corvo;

–        Remodelação e Ampliação do Mercado Municipal na ilha de Santa Maria;

–        Saneamento Básico de Santa Cruz das Flores;

–        Reabilitação Urbana da Madalena do Pico e das Velas de São Jorge;

–        Passeio Marítimo da Praia da Vitória;

Escolhi propositadamente exemplos de Municípios de “menor” dimensão do que o nosso, para que a comparação seja mais fácil e directa, em memória do “small is beautiful”.

Por cá andaram a entreter-nos com Festas, muitas festas…, Arraiais, Galardões, Lançamentos, Inaugurações (dos outros), Comemorações (do passado), Concursos, Simpósios, Workshops, Fóruns, Meetings, Parties e… com belos exemplares de puro sangue lusitano!

Enquanto, nos outros Municípios, mesmo aqui ao lado, trabalhava-se, e fazia-se obra, contribuindo para o relançamento da economia…

Mas será que eles não se divertiam, não tinham o seu estado social?

Claro que o tinham, mas equilibrado e sustentável.

Por cá, o estado social do Município é desproporcionado, e o único retorno que trás, não ao Faial, mas aos socialistas, é a sua reeleição, ano após ano, numa tóxico-subsídio-dependência doentia e progressiva.

Esta dependência insustentável, tão do agrado de alguns faialenses, já começa a fazer-se sentir, quando o próprio Município, tem um endividamento excessivo, não consegue pagar a fornecedores em prazos razoáveis, a única obra que se lhe conhece está parada…, os combustíveis escasseiam nas viaturas, e alguns serviços básicos vacilam, face à falta de dinheiro…

Claro que, mais uma vez, o(s) responsável(eis) não pagará(ão) pelos seus actos, e já assobia(m) para o lado, com passaporte na mão, para o nosso Parlamento Regional.

Três gestões socialistas, o mesmo resultado: Quem vier atrás, que feche a porta!

Esse alguém, somos todos nós, e os nossos filhos, nos próximos anos / décadas.

 

                                                                                  Contributos, para

                                                                          [email protected]

 

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