A BAÍA da HORTA e o TURISMO

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Após quatro anos como membro do famoso Clube das Mais Belas do Mundo, a Baía da Horta foi eleita para a sua Direcção que passou a ser presidida pela Baía de Setúbal.
Naturalmente que a notícia me deu grande satisfação, tanto mais que venho seguindo interessadamente tudo quanto diga respeito a minha Ilha.
É que se trata de importante valência para o Faial: uma magnífica Baia dum Clube constituído por dezenas de nações dos cinco Continentes.
Como se sabe, o Município faialense é representado pelo seu Presidente, José Leonardo que, estou certo, não deixará de aproveitar os benefícios advindos para o Faial e para as outras ilhas do Triângulo.
Aliás, uma valência que as demais cidades açorianas e madeirenses não desprezariam!
A propósito, não compreendemos como houve tanto dinheiro para as Portas do Mar e para uma ampla Marina que metade era q.b. e há milhões para o porto de Ponta Delgada, tudo isto quando a Marina da Horta, a quarta do mundo, vem há anos a rebentar pelas costuras!
E quanto aos cruzeiros transatlânticos de turismo, os grandes, quiçá nem todos, continuam fora da doca, já que o mini-porto da Alagoa, com boas condições para passageiros, veio resolver, e bem, o movimento no Triângulo, em especial no Canal, sem igual na Região.
Se bem que tem fundo para navios como o “Funchal”, enquanto outros de mais calado ainda vão conseguindo acostar ao velho molhe, uma vez que parece não ter passado, das acostumadas promessas, o alargamento do último troço do dito.
Embora leigo no assunto, recordo que, no antigamente, foi problema em discussão na Imprensa da Horta, e entre as sugestões vindas a público, uma houve que defendia o prolongamento do molhe em direcção à ponta da Espalamaca, aumentando o porto artificial e a torná-lo em condições de dar a devida resposta ao Turismo, que pelo mar cada vez mais chega aos Açores, e possa visitar em maior número a Ilha Azul das hortências que cobrem a Ilha inteira.
Nem até seria necessário que a Horta tivesse força política, bastaria antes boa vontade governativa para que o prolongamento referido fosse uma realidade, resolvendo dois problemas: a acostagem dos grandes cruzeiros atlânticos de Turismo e evitaria que as “lanchas (navios) do Pico” tivessem que recorrer ao velho cais de Santa Cruz.
Com certeza se fosse positiva a opinião actual dos técnicos: responsável e imparcial.
Recorde-se também que a bela Baia é teatro anual da Semana do Mar, um dos maiores festivais nacionais de repercussão internacional, e ponto de chegada e partida de duas regatas de iates entre a França e os Açores.

À margem
A foto que ilustra o escrito é da autoria de José Macedo que, na juventude, marcava bons golos na Doca e na Alagoa.
Agora, entretém-se a disparar a sua objectiva, obtendo lindas imagens da nossa terra e de grande interesse turístico

DOMINGO DA ALEGRIA
Assim é chamado o 4º. Domingo da Quaresma, naturalmente para descanso da cristandade de sete semanas de sacrifícios pela Paixão de Jesus, de que são exemplo os Romeiros micaelenses, e de renovação de forças para as restantes.
Dois factos houve na minha já longa vida que me fazem lembrar o Domingo da Alegria.
Um, o baile da “Micarene” como era conhecida a reunião dançante no Grémio Artista, aliás, a única na cidade da Horta.
Outro, a oferta, por iniciativa da Maria João, dum Paramento cor-de-rosa, por lhe fazer pena nenhum existir na Matriz, tendo a dita veste sacerdotal sido confeccionada por uma Irmã de Caridade do Lar de São Francisco que se dedicava nos tempos livres, quando os tinha, à costura, arte em que era mestre.
Não será preciso acrescentar que a nossa lembrança foi acolhida com muito agrado pelo Padre Fortuna (depois Monsenhor) que foi zeloso e erudito Pároco da Igreja-Mãe do Faial.

CAVACO SILVA E AS REGIÕES
Em 25 de Fevereiro, o Presidente de Portugal condecorou o Representante da República na Região da Madeira, conselheiro Ireneu Cabral Barreto, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Na mesma cerimónia, em Belém, foi homenageado Pedro Catarino, Representante da República nos Açores que já havia sido condecorado por Cavaco Silva.
Referindo-se ao Cargo que tem vindo a ser contestado por políticos açorianos, chegando mesmo, alguns, a pedir sua extinção, Cavaco Silva aproveitou a altura para tornar pública a sua douta opinião:
“Pela minha experiência como Primeiro-Ministro e como Presidente da República não tenho a mínima dúvida em afirmar que a extinção do cargo de Representante da República para as Regiões Autónomas seria extremamente gravosa para as regiões, para o Governo da República e para o Estado unitário que é Portugal”.
Embora a minha opinião pouco conte para tão importante assunto, não me tenho cansado em defender a sua manutenção, convicto que estou que a sua existência é até motivo honroso para os Açores e para a Madeira.
Por sinal, assim pensa o novo Presidente de Portugal, Prof. Rebelo de Sousa.

PIOR A EMENDA QUE O SONETO
É proverbio que resiste ao tempo e sempre actualizado, facto, aliás, bem patente nos inqualificáveis cartazes do BE com a imagem do Divino, levando o respectivo líder a considerá-los com brincadeira.
Na verdade, uma entre muitas das máximas desse Povo que não se fartam defender nas bancadas em São Bento, gritando a sete fôlegos.
Não fossem até primos/irmãos do Deputado que se despiu no Parlamento madeirense e dos líderes esquerdistas espanhóis que se beijaram na boca em plena Casa da Democracia!

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