A coligação Acreditar no Faial apresenta candidatos às juntas de freguesia

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A coligação às próximas eleições autárquicas 
formada entre o PPD/PSD e o CDS-PP e intitulada ACREDITAR NO FAIAL apresentou no Parque Florestal do Capelo, no passado dia 03 de Setembro, a sua lista de candidatos às juntas de freguesia.
A apresentação decorreu em ambiente de festa, com várias centenas de pessoas a comparecerem à 
chamada e a ouvirem os discursos dos grandes intervenientes nestas 
eleições, nomeadamente de Teresa Ribeiro, 
candidata à Assembleia Municipal e de Carlos Ferreira, candidato da coligação à Câmara Municipal da Horta.
Na presença de centenas de pessoas, do Mandatário da candidatura o Maestro Mário Abreu e de muitos elementos pertencentes à lista candidata à Câmara Municipal da Horta, decorreu, no dia 03 de Setembro, no Parque Florestal do Capelo, a apresentação da lista de candidatos às juntas de freguesia do concelho da Horta pela coligação ACREDITAR NO FAIAL, liderada por Carlos Ferreira.
Aí foram apresentados como candidatos às juntas de freguesia pela coligação ACREDITAR NO FAIAL as seguintes pessoas: Angústias, José Bagaço, Matriz, Laurénio Tavares, Conceição, Paulo Serpa, Feiteira, Leónia Melo, Castelo Branco, Rui Caldeira, Capelo, Ilidia Quadrado, Flamengos, José Amaral, Praia do Norte, Vasco Medeiros, Cedros,Vitor Vargas, Salão, Sérgio Gomes, Ribeirinha, Fátima Correia, Pedro Miguel, José Terra Carlos e Praia do Almoxarife, Cristina Abrantes.
No seu discurso de fundo, o candidato à Câmara Municipal da Horta, Carlos Ferreira começou por salientar a grande mobilização realizada para o evento e que tal mostrava “um sinal para o trabalho que vamos desenvolver este mês, até à vitória no dia 1 de Outubro”.
Carlos Ferreira, falando para as várias centenas de apoiantes presentes, destacou o enorme orgulho que sente em ter na sua candidatura os cabeças de lista às treze freguesias do Faial e as respectivas equipas, dirigindo aqueles “uma palavra de amizade, de reconhecimento e de estímulo para as conquistas que têm pela frente, por cada uma das nossas freguesias e pela nossa ilha”.
De seguida, o candidato apresentou algumas das linhas de orientação em que se baseia a sua candidatura:
1 – A importância da freguesia, enquanto suporte do poder local, o mais próximo dos cidadãos.
Neste capítulo, Ferreira pretende “ aprofundar a ligação com as Juntas de Freguesia, dignificar o seu papel”, trabalhando afincadamente para resolver os problemas das populações e melhorar a qualidade de vida em cada uma das freguesias.
Neste momento, o Candidato não deixou de atacar o executivo municipal afirmando que “connosco, nenhum Presidente de Junta será proibido de entrar nas instalações municipais” e que “todas as freguesias serão tratadas da mesma forma, e todas serão valorizadas”.
E prometeu que a sua Câmara Municipal trabalhará em ligação com todas as Juntas para resolver os problemas em todas as Freguesias.
Aqui, Carlos Ferreira alertou os presentes para os “episódios lamentáveis ocorridos nesta ilha e temos sido confrontados com situações próprias do antigo regime”, levantando, depois, uma série de questões que exigem ponderação: “Será admissível que alguém não entre numa lista eleitoral porque está à procura de trabalho e tem medo, porque sabe que será prejudicado? Será normal que um trabalhador da administração regional ou da Câmara diga que desta vez não pode participar porque sofre represálias se o fizer? Será admissível que um cidadão, devidamente identificado, por defender tecnicamente uma posição contrária à do Presidente da Câmara e da sua maioria socialista seja bloqueado pelo município? 
Perante estas questões, o candidato à Presidência da Câmara Municipal da Horta não deixou de afirmar aos seus apoiantes que “a democracia no Faial está em risco e temos que erguer a nossa voz para a defender” e que é necessário que “todos os faialenses lutem por uma mudança, para arejar o ambiente na Câmara e restaurar a liberdade no Faial.
Uma das grandes novidades que Carlos Ferreira trouxe no seu discurso de quase 10 minutos foi o anúncio da criação, caso vença as eleições do próximo dia 01 de outubro, de um instrumento de defesa dos direitos dos cidadãos, o chamado
Provedor Municipal do Cidadão
Segundo o candidato “o Provedor Municipal do Cidadão terá competências de defesa dos direitos, liberdades e garantias dos munícipes na relação com a Autarquia e empresa municipal, mas também de apoio ao cidadão quando os problemas se colocarem com outros órgãos de poder”. 
Ferreira considera, ainda, que “a Câmara tem que ter uma palavra em tudo o que diz respeito ao Faial, mesmo que sejam matérias da competência do Governo”, salientando que aquela “não pode ser autoritária com o cidadão e fraca perante o Governo Regional”.
Perante uma plateia entusiasmada com o discurso, o candidato da Coligação ACREDITAR NO FAIAL à Presidência do Município disse que “a Câmara tem que defender os faialenses na luta por melhores cuidados de Saúde, tem que defender a ilha, e não o partido, numa 2ª fase do reordenamento do Porto que corresponda às nossas necessidades e defender o Faial na luta por melhores acessibilidades e melhor qualidade do serviço que nos é prestado”.
Lançando o tema das acessibilidades aéreas à ilha do Faial, Carlos Ferreira destacou que “a SATA Internacional já provou em dois anos consecutivos que não tem condições para prestar um bom serviço ao Faial” e que por isso não se pode “permitir que a SATA Internacional continue, ano após ano, a estrangular o nosso desenvolvimento”.
Assim, Carlos Ferreira deixou uma promessa relevante aos Faialenses: caso seja eleito Presidente da Câmara Municipal, e se a SATA e o Governo Regional não derem garantias de que a SATA Internacional será capaz de servir bem o Faial, exigirá, no âmbito da revisão das Obrigações de Serviço Público, o regresso da TAP à rota da Horta, TAP que tão bons serviços prestou à ilha durante 30 anos.
No palco dos discursos, a candidata à Assembleia Municipal Teresa Ribeiro começou por salientar a “vontade de mudança que se sente por toda a nossa Ilha e que vai acontecer a 01 de Outubro”.
Em relação à Assembleia Municipal, a candidata pretende dar-lhe destaque, pois ela deve “ser o centro das grandes decisões do Concelho e é nela que devem ser analisadas e aprovadas as grandes medidas e as grandes orientações da acção concreta da Câmara Municipal”, potenciando a sua proximidade com os cidadãos para que se sintam “parte integrante das deliberações deste órgão autárquico”.
Teresa Ribeiro alertou os presentes para a constante bajulação por parte da maioria na Assembleia Municipal à acção da Câmara Municipal da Horta e de que quando é preciso tomar posição sobre temas importantes para a nossa Terra e para as nossas gentes, “mas que colidem com os interesses do Partido Socialista e do Governo Regional, o discurso muda de tom e aí já não é possível ouvir o mesmo coro de vozes”. 
Num discurso reto e coerente, a candidata acusou o Município de falta de cultura democrática, “que bloqueia os cidadãos, que esvazia as reuniões de Câmara, escondendo dos vereadores da oposição e dos faialenses os assuntos mais importantes”, e chamou a atenção aos presentes e a todos os faialenses para o facto que com a Coligação à frente da Assembleia Municipal será sempre realizado um “debate profundo, conclusivo e consequente sobre todas as matérias que dizem respeito ao nosso Concelho, em todas as áreas e sectores, sejam elas de âmbito autárquico ou da esfera da acção e competência da Administração Regional ou Central”.
“Não podemos pactuar com esta cultura democrática de fachada que caracteriza o Partido Socialista e os seus dirigentes que bem procuram esconder a trapalhada feita pela Câmara Municipal da Horta”, prosseguiu Teresa Ribeiro. 
A concluir o seu discurso, a candidata à Assembleia Municipal da Horta, não deixou de mostrar a sua discordância com a decisão de Fernando Menezes, presidente actual da AM em não convocar extraordinariamente aquele órgão. “Se as acessibilidades, ou a falta delas, são relevantes para a nossa ilha, como é que este tema pode ser entendido como uma partidarização daquele órgão, questionou Teresa Ribeiro.

“Na verdade é com estes comportamentos que se vê a verdadeira partidarização e a recorrente obediência ao Partido Socialista”, observou, no termo da sua intervenção, a candidata Teresa Ribeiro.
Por sua vez, o Presidente da Comissão Política de Ilha do Faial do PSD Estevão Gomes não deixou de agradecer a todos a presença num “momento que pretendemos que seja uma oportunidade de partilha de ideias e de conhecer mais pessoas que estão envolvidas no mesmo projeto, porque todos acreditamos que é possível fazer mais pelo Faial e defender melhor a nossa ilha”.
Estevão Gomes, em tom de campanha eleitoral, elogiou a “coragem e ousadia para dar a cara por um projeto alternativo ao poder instituído”, considerando que “a democracia no Faial está muito doente”.
Referindo-se ao executivo municipal, o Presidente da CPI do Faial do PSD salientou que aquele “não aceita nem convive bem com quem pensa diferente, com quem tem ideias alternativas, com quem não é submisso à vontade do partido socialista e dos seus dirigentes”.
O candidato a Vice-Presidente da Câmara Municipal nas listas da Coligação ACREDITAR NO FAIAL apresentou, de seguida, no seu discurso, vários exemplos do que diz ser uma “cultura de ditadura da Câmara, uma postura de falta de ética, responsabilidade e valores morais e políticos”.
Por último, Estevão Gomes chamou a atenção para a importância que as freguesias têm na nossa democracia, considerando-as como “a célula base da democracia” e que são elas que resolvem os problemas do dia-a-dia, são elas o poder próximo e a democracia ao serviço dos cidadãos, criticando fortemente, neste capítulo, o executivo municipal do Partido Socialista, pois hoje “as freguesias recebem menos de metade na delegação de competências do que recebiam em 2005”, sendo José Leonardo responsável por esse corte”.
De seguida, usou da palavra Rui Martins, Presidente da Comissão Política de ilha do CDS-PP, que, mostrando confiança numa vitória no dia 01 de outubro, apontou algumas questões preocupantes para os cidadãos. Desde logo, as declarações de Luís Botelho, Vice-Presidente da Câmara, acerca do saneamento básico, dizendo que “os munícipes se podem ligar a esta rede”.
Rui Martins pergunta como isso é possível, pois não existe na ilha do Faial “nem uma fossa séptica gigante, ou uma estação de tratamento de águas residuais”. 
Por outro lado, e sintomático desta governação, “o desrespeito pelos restantes vereadores eleitos, o total desrespeito pela democracia e pelo debate de opiniões entre as diferentes forças eleitas” e de que “para os socialistas é inconcebível tratar os Açorianos por igual, há uns que são mais iguais que outros, e a igualdade vê-se pela cor da filiação partidária”, disse. 
O Presidente da CPI do CDS-PP, perante os presentes, destacou de que “é possível ter opiniões diferentes e trabalhar conjuntamente no engrandecimento dos projectos. É possível planear a médio prazo e usufruir das ajudas financeiras na altura exacta”. 
Referindo-se ao slogan do adversário político – Lealdade e Compromisso – Martins mostrou que “Lealdade, só se for ao Partido Socialista e ao Governo Regional” e “Compromissos, o único candidato que assumiu um compromisso para com os Faialenses foi o Carlos Ferreira, o qual se comprometeu com todos nós a liderar o futuro desta ilha, a estar na linha da frente da defesa dos Faialenses, sem melindres partidários, e tendo a certeza de que é possível os Faialenses acreditarem que são donos do seu destino”, concluiu.