Carlos Ferreira quer “Câmara mais Democrática”

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A Candidatura Acreditar no Faial pretende implementar na Câmara Municipalda Horta (CMH) “uma atitude de respeito democrático, de dignificação do papel da oposição e de valorização do contributo dos cidadãos”, revelou Carlos Ferreira, após um encontro com os vereadores da oposição na CMH.

Na passada semana, após uma reunião entre a coligação “Acreditar no Faial” e os Vereadores da Oposição na CMH, Carlos Ferreira divulgou em conferência de imprensa algumas das dificuldades com que se deparam os vereadores da oposição na CMH na execução do seu mandato.
Segundo o cabeça de lista, da reunião cuja finalidade era a análise do funcionamento da Autarquia e do seu conceito de democracia “sobressaiu claramente um quadro de falta de cultura democrática da atual maioria”, defendeu Carlos Ferreira.
Segundo o candidato, o Presi-dente da CMH recusou fornecer o estudo acerca do aeroporto aos vereadores da Coligação PSD/CDS-PP/PPM, antes de o entregar a outras entidades.
Ainda em relação às acessibilidades, a resposta de uma carta enviada pelo Município ao Presidente da SATA a 25 de maio, e recebida a 1 de junho, foi “escondida pelo Presidente da Câmara aos Verea-dores da oposição durante dois meses, apenas porque o conteúdo não lhe era favorável”, divulgou.
“Os vereadores da oposição não são envolvidos nas tomadas de decisão e tomam frequentemente conhecimento das decisões pela comunicação social”, denunciou ainda o candidato.
Outro exemplo, de “falta de cultura democrática” por parte do elenco camarário diz respeito à proibição feita pela CMH ao Presidente da Junta de Freguesia da Praia do Norte de entrar no Centro de Processamento de Resíduos, após este ter denunciado em Assembleia Municipal os seus problemas de funcionamento, denuncia Carlos Ferreira.
Em relação à imprensa local, a candidatura afirma que no protocolo celebrado “a maioria socialista tentou incluir um artigo a proibir a publicação de notícias sobre a CMH”.
Neste sentido, Carlos Ferreira acusa a CMH de adotar “uma postura que demonstra um total atropelo às regras democráticas, falta de respeito por um Presidente de Junta eleito pelo povo, e uma tentativa de silenciar a comunicação social, numa atitude própria do antigo regime e não do pós-25 de abril”, avança.
A coligação considera que a autarquia deveria seguir um comportamento apartidário, que não se tem verificado segundo as últimas situações exemplificadas.
Entre os exemplos, a candidatura focou ainda a denúncia de um cidadão à comunicação social que “ao ter defendido e fundamentado uma posição contrária à maioria camarária” em relação à obra municipal da Torre do Relógio, que “viu o seu comentário eliminado e o seu acesso bloqueado à página de Facebook do município”.
Carlos Ferreira, entende que a postura da autarquia para com um cidadão pode revelar a existência de mais “censurados nas páginas do município”.
No término das suas declarações, o candidato à CMH revelou que, caso o projeto Acreditar no Faial vença as autárquicas de 1 de outubro, irá implementar “uma atitude de respeito democrático, de dignificação do papel da oposição, e de valorização do contributo dos cidadãos, como se exige em democracia”.
Em resposta a uma questão relacionada com pedido de reunião feito pela candidatura ao Conselho de Ilha, Carlos Ferreira admite que o objetivo desta seria “a tomada de uma posição conjunta, forte e abrangente”.
No que se refere à análise da resposta dada pelo Presidente do Conselho de Ilha ao pedido de reunião, o candidato distingue o plano institucional, em que “respeitam, naturalmente, a posição do Sr. Presidente”, do plano político, onde a “novidade seria o Partido Socialista (PS) do Faial ter a coragem de enfrentar o PS/Açores e o Governo Regional, o que mais uma vez não aconteceu”.