A Cruz de nuvens no Pico

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Foi há 71 anos mais precisamente a 7 de Setembro de 1947, numa manhã de Sol.
Embora não seja das datas mais lembradas, porém, merecedora de ser assinalada nas Ilhas do Canal, e lá diz o ditado: não deixes para amanhã o que hoje podes fazer.
É que a Cruz de nuvens, no Pico pequeno, hoje piquinho, foi vista do Faial, ou melhor na Horta, como noticiou “O Telegrafo” e naturalmente também o “Correio da Horta”.
Ouvimos muitos comentários nem todos afinando pelo mesmo diapasão mas o que é certo é que a Cruz surgiu na véspera da Festa de Nossa Senhora da Madalena, grande festividade religiosa que leva à vila fronteira muitos faialenses.
A foto que ilustra este escrito foi mais uma amabilidade do amigo Machado, da “Foto Jovial”, aliás a mesma que na altura deu a volta ao mundo.
Sobre o assunto, devo dizer que muito me sensibilizou, ao ponto de, em Outubro de 1988, publicar uma crónica na “Revista Ilha Terceira”, sob o título: Cruz no Pico vista do Faial:
E para terminar aproveito para divulgar oferta de um amigo do tempo da tropa.
Nessa inesquecível manhã estival de há 71 anos, estava o Alferes Mário Salsa de serviço no Quartel do Carmo, sem armas, mas apenas com o seu inseparável Kodak quando vislumbra no cimo do Pico algo semelhante a uma erupção vulcânica.
Longe estava de pensar que as fotos obtidas mostravam as diferentes fases dos braços até aos quatro da extraordinária Cruz de nuvens na ponta do Pico, a mais alta montanha de Portugal.

Lindo e oportuno Retrato
Desta feita, Devin Gomes oferece aos leitores o artigo “Portata-Retrato do Faial” referente ao período de 2001 a 2016, e publicado na edição do “Tribuna” de 14 de Julho.
Trata-se na verdade de um lindo e oportuno Retracto da minha Ilha e que foi como bálsamo a alimentar o meu ego que não envelhece com os achaques dos anos, e já nem conto tem.
Com a devida vénia, como se dizia, vou respigar algumas passagens, naturalmente já lidas, mas que nunca será demais voltar a ler.
1 – Para começar apraz-me saber que o concelho da Horta foi segundo com maior população estrangeira, só atrás de Ponta Delgada.
Isto apesar das deficientes acessibilidades aéreas a que nos temos vindo a referir.
2 – Um feito que deveras me surpreendeu foi saber que em 2016, o Faial foi a Ilha que exportou mais do que recebeu.
3 – No Turismo, sector económico e em Alta na Região, obteve segundo lugar em dormidas nos Hotéis e afins, por 100 habitantes, atrás de São Miguel, esta com receitas bem maiores.
4 – Também a minha Ilha é segunda com maior poder de compra, mesmo à frente de S. Miguel e Terceira, já que Santa Maria foi primeira, quiçá a justificar a realização anual da Maré de Agosto.

À margem
Prodata – è um projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos, presta serviço gratuito de acesso a informação Certificada sobre a Sociedade portuguesa e disponibilizou este mês a edição 2018 Retrato dos Açores, lê se no início do artigo em apreço.

Que Frente?
A tão badalada “Frente do Mar” que a Câmara Municipal do Senhor Leonardo será coisa rara.
Isso pelo que temos lido neste Semanário.
Aliás, foi no “Tribuna” que em foto vimos o interessado Edil e o responsável pela Obra a assinarem o respectivo auto.
Não nos iremos debruçar sobre o empreendimento que, se é aspiração de todos os faialenses “não será de muitos anos, já que há 30 (trinta) não era coisa falada na Horta, pelo menos no Volga.
Falada durante anos sem conta, foi a aspiração dos citadinos por uma muralha de defesa da orla marítima, da Ribeira da Conceição ao Canto de Dona Joana!
Agora com pomposo nome surge a Frente do Mar que, pelos vistos. chegará até ao Monte Carneiro, nanja para defender coisa nenhuma, antes para deitar abaixo.
O caso do Adro da Igreja das Angústias, por sinal com os tradicionais mureto e relvado em volta do templo, que só a traseira é voltada para o mar.
Deva-se recordar que os Adros serão tão velhos como as Igrejas, pelo que achamos ser um crime querer substituir o dito por praça pública e empedrada.
Recorde-se também: a procissão ainda está no adro.
Quanto ao Largo do Infante, será mais uma das muitas alterações a que tem sido sujeito.
Apenas as quatro palmeiras se têm safado das inconstantes mudanças na estética da sala de visita da Horta.
Sobre a Marina, a 4ª. do mundo, será sempre de salientar o facto de estar em porto internacional, fazendo mesmo parte da Frente do Mar.
Mas não estamos a ver o que ela tem com as obras em curso…

 

DR

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