É verão, o sol vai alto, o calor aperta. Há muito que por desconhecidos caminhos rurais o homem não se aventurava. Muitas vezes, sufocando no pequeno apartamento citadino, se lembrou dos bons ares dos ermos envolventes da sua terra. Agora, sorve o ar em grandes golfadas, sem medo que um bicho invisível o tome por dentro. Em volta, azinheiras isoladas, erva e sargaços secos, algum mato. A agricultura é já residual na zona, o deserto vai-se anunciando.
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