Ainda desejo…

0
14
TI

Ainda desejo
Meus antigos tempos
Fetais,
Em que fui peixe
Opalescente e cego.
Meus tempos de transparências.
Líquidas
Quando a premonição
Não se aglutinava na minha garganta,
E a dor
Imponente me esquecia.
Ainda possuo
A doce saudade
Do retorno ao líquen,
Ao húmido,
Indefinível origem.

“Desejo” de Carmen Cachaça, poeta guatemalteca nascida na cidade da Guatemala (1944).

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO