Almoço ano inteiro aguardado

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Mais um ano de vida pelo desporto, completou o Fayal Sport a 2 de Fevereiro passado, o sexto no século 21, a juntar à centena iniciada em 1909.

Desta feita, a “seco”, já que a “sede-ginásio” parece não estar famosa no que se refere à manutenção do amplo edifício, construído ainda no tempo de vacas gordas, para o Governo Central, como então era conhecido, quiçá por ser mais português do que da República.

Mas adiante, para não “ofender” susceptibilidades renascidas.

É certo que não será o caso dos “velhinhos” do Asilo que sempre tiveram suas refeições, a que nunca foi alheia a caridade faialense.

Uma houve, porém, que até era um ano inteiro assaz aguardada.

E tal o interesse que quando íamos ao Asilo chegavam a dizer-nos que não nos esquecêssemos…

Aliás, o almoço em referência era mesmo ponto de honra da comemoração aniversariante do veterano Clube.

Assim, dias antes, membros da Família Verde percorriam a baixa citadina a contactar sócios e simpatizantes para a habitual contribuição, de bom grado sempre dada.

Quando teve início, nunca tivemos curiosidade em saber, mas hoje pelo menos sei que nem demos quando acabou.

Natural e felizmente que os anos são outros, e talvez que tal refeição melhorada tenha sido ultrapassada com os tempos democráticos.

Todavia, o lindo gesto do Fayal Sport ficou para a história do Clube da Alagoa, sem jamais beliscar o prestígio do Asilo de Mendicidade, agora Lar.

E em tempo de “Velhinho” – termo muito querido do Senhor Luiz Morisson, velhinho é também o primeiro troféu conquistado pelo Fayal Sport e cuja imagem ilustra este escrito. 

Segundo José Bettencourt trata-se duma original taça em lata, pintada de purpurina e enfeitada com desperdícios nas asas, aliás da lavra dos jogadores dum navio estrangeiro que defrontaram no campo da Doca a equipa verde, e oferecida como grato testemunho da vitória dos faialenses.

 

Mergulho com tubarões

Um dos meus entretenimentos diários, em casa nanja no mar, é sentado em frente da TV ou da velha máquina, a pão de milho, raramente sintonizando o aparelho para determinado programa, à excepção do futebol, de resto quase me vou contentando com o que vem à rede e se possa ver.

Foi assim que, por feliz acaso, me saiu na rifa (leia-se SIC) um documentário (quase no inicio), sobre Mergulho com tubarões.

Pasme-se! Eu fiquei mesmo pasmado ao ver o destaque que vinha a ser dado ao Canal Faial/Pico, não me lembrando até se alguma vez tivesse tido tamanha e agradável oportunidade.

De certeza que não, na televisão que dizem ser nossa…

Nanja, de o que ainda vi e ouvi foi suficiente para ficar ao corrente do interesse que esta actividade tem ao nível mundial.

Ouvimos também e registámos, que o Canal oferece óptimas condições para a dita modalidade, como aliás o mar dos Açores, em nossa opinião, já que o sol nasce para todos, nanja apenas para os mais privilegiados.

É na verdade, um magnífico documentário que a dita estação nacional (SIC) não deixará de divulgar ou vender por esse mundo fora, e com natural repercussão no turismo açoriano, particularmente no Faial.

 

Casal penhorado por 5 cêntimos

Recentemente fiquei a saber que por falta de 5 (cinco) cêntimos no pagamento por MB (multi-banco) do imposto automóvel, as Finanças penhorou um casal no Continente.

Por acaso soube depois que tais penhoras eram feitas automaticamente, consequências das modernas tecnologias.

Talvez por as Finanças estarem na berlinda, fez-nos lembrar um caso algo anedótico que ainda era comentado quando entrei ao serviço em Agência do Banco de Portugal há seis décadas;

Ao examinar a documentação mensal recebida de Tesoureio da Fazenda Pública, a respectiva Direcção de Finanças detectou um erro de dois ou três centavos, pelo que a devolveu à procedência para rectificação.

Aconteceu, porém, que o dito processo voltou à Direcção de Finanças mas com outro pequeno erro, e pela segunda vez é devolvido.

Mas à terceira (quiçá fiel ao ditado) o Tesoureiro juntou moedas correspondentes à importância em falta ..

E como todas as histórias, o final fica sempre por se saber, aliás, o caso, embora esta tenha sido verdadeira !

 

EUSÉBIO com a bola SILÊNCIO no estádio!

Isto presenciei em Maio de 1968, há quase meio século, após Volta Latina com bilhete garantido para o derby Benfica-Sporting.

Não estariam 120 mil espectadores, mas estava muita gente, e o famoso 3º. anel estava apinhado de adeptos assaz barulhentos.

Todavia, quando Eusébio pegava na bola, automaticamente fazia-se um silêncio tão profundo que se poderia ouvir o zumbido duma mosca.

Volto a repetir: isto tive a oportunidade de presenciar no meio de “leões” que ao principio nos pareceram mais interessados em assistir sentados, insistindo mesmo para que ninguém se levantasse, dada a chegada constante de gente sem qualquer lugar vago, o que levou a polícia a deslocá-la para outra zona.

E tudo decorreu na maior calma, mesmo quando Eusébio marcou o único golo da partida na 2ª. parte, com violento remate próximo da g.a. e rodeado de verdes.

Naturalmente que ainda estávamos em bons tempos, sem claques especiais e em que não era preciso B.I. do clube organizador para entrar nos Estádios…

Se bem que Eusébio, além de qualidades impares para o desporto-rei, em que foi mesmo rei, foi também um verdadeiro desportista, tendo estado sempre à margem de paixões clubistas, facto bem patente aquando de seu falecimento, e agora vincado na votação por unanimidade em São Bento para a transladação dos restos mortais para o Panteão, onde repousará ao lado de grandes personalidades da história de Portugal, sendo até o primeiro desportista a tamanha honra.

 

 

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