Atirados aos bichos

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É assim que os faialenses se devem sentir, atirados aos bichos, quando estamos a dois dias de deixar de ter a TAP a voar para o Faial. 

É vergonhoso que ninguém tenha conseguido fazer com que a transportadora mudasse de ideias. 

É vergonhoso que os nossos partidos políticos tenham preferido atacar-se uns aos outros ao invés de se unirem a defender o nosso Faial. 

E ainda vem falar de “celeumas”? Pelo amor de Deus! Tenham juízo!

Já pararam para pensar bem no que está aqui em causa? Tudo! Sim tudo. Não são só os faialenses que para viajar se vão ver e desejar, e isso já se está a verificar porque  o stress para marcar uma passagem já é mais que muito e a TAP ainda voa!

Pouco ou muito a verdade é que lá vamos organizando umas “coisitas” que trazem cá algumas pessoas e que fazem a nossa economia levar um abanão. Desde provas desportivas, congressos, enfim… pouco ou muito é dinheiro que entrava nos nossos restaurantes, nos nossos hotéis e mesmo no comércio local, não fosse só pelo postal ou souvenir que essas pessoas daqui levavam. 

Como fica isso agora? Já pensaram no embróglio que vai ser?

Como escrevia José Decq Mota no seu perfil de Facebook “num Arquipélago como este a questão dos transportes aéreos, das frequências, dos preços, das ligações diretas com o exterior, são questões essenciais, sentidas por todos os habitantes de todas as ilhas (…) Tudo isto cheira muito mal e faz supor que a estratégia traçada, cá e lá, visa canalizar visitantes para uma ou duas ilhas, visa incentivar os açorianos de outras ilhas a dirigirem-se às maiores para usar voos baratos para o exterior e visa liquidar, num prazo maior ou menor, as gateways de Santa Maria, Pico e Horta.”

A verdade, nua e crua é que assitimos a um “andar para trás” evidente no que diz respeito às ligações aéreas e isso é como uma bola de neve que põe em causa muito mais do que um passeio a Lisboa. 

Toda a economia do Faial está em xeque. 

De parabéns está João Stattmiller que teve a coragem de, acompanhado pela sua burra, se manifestar contra tudo isto. Enquanto faialense penalizo-me por não me ter juntado a ele e como eu julgo que todos nós nos deviamos penalizar. Mas agora, chorar sobre o leite derramado de nada serve. 

O cenário é negro. Estamos atirados aos bichos. 

 

                                                                                                                           

 

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