C(H)ORTA

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A Associação de Jovens da Ilha do Faial – AJIFA levou a cabo a segunda edição do festival de curtas metragens – C(H)ORTA. Esta foi uma iniciativa nascida em 2016, fruto da vontade desta associação em revitalizar o espirito cinéfilo que, em outros tempos, a nossa ilha vivia, bem como possibilitar aos jovens faialenses e açorianos a possibilidade de mostrar aquele que tem sido o seu trabalho nesta área. A primeira edição contou com 15 curtas a concurso tendo sindo então um excelente número para a organização, registando não só curtas faialenses a concurso como também curtas de jovens do continente português. Tendo em conta o seu bom resultado, ficou assegurada a sua continuidade no ano seguinte.
Um ano depois tudo mudou e o C(H)ORTA contou com 51 curtas a concurso, mais do triplo da primeira edição, distribuídas por três categorias: ficção, animação e documentário. Tal como na primeira edição deste festival, a AJIFA voltou ainda a distinguir os jovens faialenses, atribuindo o prémio de melhor curta faialense.
Foram 4 dias de festival, começando pela mostra do filme Verão Danado, de Pedro Cabeleira, premiado com uma menção honrosa no prestigiado Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça. Destaque para a presença do jovem realizador no Faial, tendo integrado o júri do festival. O elevado número de curtas levou a que a AJIFA dividisse em dois dias os filmes a concurso, sendo a sessão de competição I a 27 e a sessão de competição II a 28 de dezembro, respetivamente. Ao longo destas duas sessões, o público que rumou ao Teatro Faialenses teve a possibilidade de votar naquele que considerou ser o seu filme preferido. Este festival contou ainda com a possibilidade de visitar os primórdios do cinema na ilha do faial através da palestra levada a cabo pelo Dr. Jorge Costa Pereira, bem como um concerto pela banda Turtle Shoes, que interpretou algumas das músicas de bandas sonoras da sétima arte.
Deste festival, na categoria de melhor curta de animação saiu vencedor o filme Giochel, de Mara Ungureanu, e na categoria melhor curta de ficção o vencedor foi Um dia, de Henrique Prudêncio. Já na categoria de melhor curta documental, o vencedor foi Lucilia dos 9 aos 12, de Jeanne Waltz. O público presente decidiu ainda atribuir o prémio à curta de Rui Neto – O Autor. Ao prémio de melhor curta faialense concorriam 4 filmes: Overed e Açores – Autonomia e Europa, 1976-1986-2016 de Rodrigo Freitas, e Sum16 e Leo, de Herman Delgado, tendo saído vencedor a curta Leo. Já o prémio de melhor curta do festival foi entregue a Giochel.
Terminada mais uma edição do C(H)ORTA, fica patente a sua excelente qualidade e potencialidade no panorama do cinema, quer na região quer a nível nacional, ficando garantido a sua continuidade em 2018, com a vontade de continuar a apostar no potencial dos jovens faialenses. Esta continuidade foi, de resto, corroborada pelos parceiros da AJIFA na organização do festival, com o vereador da cultura da Câmara Municipal da Horta, Filipe Menezes, a garantir a possibilidade do mesmo se realizar em 2018 no Teatro Faialense. Também o diretor regional da Juventude, Lúcio Rodrigues, assegurou o apoio deste departamento governamental a uma próxima edição do festival. Ficamos assim a aguardar a terceira edição do C(H)ORTA, esperando que este continue a ser um grande contributo para a dinâmica cultural faialense.

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