Sou a favor da liberdade de expressão e de movimentos.
Defendo e pratico os bons tratos aos animais, como defendo a liberdade das pessoas.
Não, a culpa é dos seus donos, que, inadvertidamente, ou conscientemente, deixam em liberdade os seus animais, sem qualquer vedação ou protecção, para quem passa.
Uns porque acham que os seus animais não são perigosos, e que nunca morderam ninguém.
Outros porque assim protegem os seus bens, em detrimento da liberdade de acção dos vizinhos e passantes.
Outros ainda porque se divertem, achando piada a quem passa a medo, ou dá uma corrida ou sobe a um muro, para preservar a sua integridade física.
Outros ainda, porque, pura e simplesmente, nem ligam nem se importam com o bem comum.
Pior ainda é quando acontece que um dono, por estar farto, ou por se ausentar da ilha, em férias ou trabalho, pura e simplesmente, abandona o seu cão, virando-lhe as costas, interrompendo uma relação de amizade e de dependência, deixando-o pelas ruas da amargura, sem comida, sem carinho, sem apoio…
Este é um crime, onde raramente são apurados os responsáveis, e que tanto mal causa à lavoura, quando os cães, vadios e famintos, atacam os rebanhos, matando-os.
“SUPER DONO, SUPER CÃO”
Este é o título de um programa da Rádio Pico, da autoria da Prof. Helena Amaral da ACANIL, que defende o tratamento dos animais, designadamente dos cães, informando, aconselhando e até repreendendo os donos que descuram as suas obrigações.
Sem dúvida um excelente contributo para a educação dos donos que, por defeito ou por excesso, são os verdadeiros culpados pelos comportamentos desviantes deste amigo, companheiro e fiel.
Sim, porque educar um dono é bem mais difícil do que educar um cão.
Parabéns à sua autora, e prossiga essa nobre tarefa.
VIDA SAUDÁVEL
Nos últimos tempos, temos vindo a assistir a uma progressiva consciencialização das pessoas para uma vida mais saudável, quer na alimentação, quer no combate ao sedentarismo, o que se regista com agrado.
Vai daí, e começámos a ver na nossa Avenida Marginal, de madrugada, de manhã, à tarde, à noite, e a altas horas da noite, pessoas a caminhar… Usam e abusam do nosso “calçadão”, numa caminhada alegre e apressada, como forma de combater o stress e os “pneus”, saindo de casa, convivendo, mudando de ares, antes ou depois do trabalho, como forma de desopilar.
Os ginásios viraram moda, e a própria moda adaptou-se aos fatos de treino e de ginástica, mais ou menos coloridos, que pontuam e dão vida à nossa adiada Frente Mar.
No meio rural, o mesmo fenómeno acontece, embora menos concentrado, com as pessoas a andarem nas estradas acima e caminhos abaixo, com os coletes reflectores, para serem vistos, dada a generalizada ausência de bermas de segurança, onde possam praticar, em segurança, a caminhada.
Mas é precisamente no meio rural, onde as propriedades não vedadas abundam, e onde os animais à solta tomam como seu o domínio público, defendendo o seu território, que, por acaso, é público.
São muitas as pessoas que estão impedidas de sair à rua na sua rua, porque o vizinho tem os cães à solta, e que se atiram às canelas… São obrigadas a sair de casa de carro, para procurar um lugar mais seguro, onde então caminham e correm em segurança.
E as que não têm carro?
Ora bem, isto é inadmissível, é uma limitação á nossa liberdade, e, lamentavelmente, tem contado com a conivência das autoridades que não executam a sua tarefa preventiva e fiscalizadora.
TURISMO
Numa altura em que se apregoa como nova aposta da Região, a Saúde e o Bem Estar para o sector turístico, perguntamos, como?
Como promover o pedestrianismo, com os cães, perigosos e não perigosos, à solta, em propriedades não vedadas, ou mesmo em plena via pública?
Já existiram casos de turistas mordidos por cães, com tratamento hospitalar, que abreviaram as suas férias, e regressaram ao sua país.
Que emoções levaram? Que factos relataram? Que publicidade fizeram na nossa terra?
Certamente, não será difícil de adivinhar!…
SEGURANÇA
Acresce ainda o facto de, numa região natureza, produtora de lacticínios, ser frequente manadas de dezenas de vacas andarem nas estradas municipais e regionais, sem o devido controlo, roçando e amolgando com os seus corpos os veículos que circulam, ou então, entrando pelo pára-brisas de alguns mais acelerados, ou nalguma curva mais fechada.
Liberdade e bons tratos para os animais, com certeza.
Liberdade para as pessoas, sem dúvida, um direito inalienável.
O que não podemos aceitar é que o abuso da “liberdade” de alguns, prejudique ou comprometa a liberdade e a segurança dos outros.
Se as propriedade não estão vedadas, estão não há condições para deixar os animais à solta.
Se estão vedadas, então que se dê largas à liberdade dos animais, em defesa dos bens patrimoniais dos seus donos.
FISCALIZAÇÃO
A Lei e o Código das Posturas Municipais são para serem cumpridos e fiscalizados.
E não apenas aquelas prevaricações que dão mais nas vistas, ou cujas coimas (multas) são mais atractivas para os cofres da autarquia.
É que, numa altura em que todos se queixam de falta de verbas e das transferências do Estado, aqui está um procedimento que, de grão a grão, poderá contribuir para alguma obra, que tanta falta faz ao nosso Município.
Não se pode cuspir para o chão, mas deixa-se cuspir.
Não se pode atravessar senão na passadeira, mas deixa-se atravessar onde dá jeito.
Não se pode atirar lixo para o chão, ou pela janela do carro…, mas todos os dias há que varrer e juntar o resultado dos actos de falta de cidadania de uns quantos…
As beatas amontoam-se nos passeios, nas areias das praias, no mar…
Estamos muito preocupados, e bem, com os resíduos, com a reciclagem e com a nossa “pegada ambiental”, mas…, e estas regras básicas, da boa e sã convivência?
Até quando?
Quando é que veremos aplicar-se a Lei e as Posturas Municipais?
Ou será que não se aplicam, porque o retorno financeiro é escasso, e ainda porque se corre o risco de perder votos?
Mais cidadania, precisa-se, a bem, ou a mal!…
Contributos, para











