Conselho de Ilha denuncia obras anunciadas em Outubro não referenciadas no Plano do Governo

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Naquela que foi a primeira reunião de 2013 do Conselho de Ilha do Faial, os conselheiros foram unânimes em denunciar a ausência de várias obras anunciadas e mesmo protocoladas pelo Executivo Regional, no parecer que agora vai ser enviado ao Governo Regional dos Açores, a propósito das “Orientações de Médio Prazo 2013-2016” e “Anteproposta do Plano Regional Anual para 2013”. 

Guilherme Pinto, que foi reconduzido como presidente da mesa daquele órgão, no final da reunião, disse aos jornalistas que os conselheiros estão preocupados com o facto do documento apresentado pelo Governo Regional não fazer menção ao Polivalente da Feteira, ao Matadouro da Horta e às Termas do Varadouro, bem como, pelo facto de dedicar pouco dinheiro para a reabilitação da rede viária do Faial. 

Outro dos aspectos que está na senda das preocupações do Conselho, prende-se com a falta de referência a obras já anunciadas e protocoladas, como é o caso da Escola de Marítimos e do Parque Empresarial do Mar. 

O facto deste plano ter uma verba em cerca de 6 milhões de euros inferior à de 2012 também deixa os conselheiros apreensivos, mas também é unânime a opinião de que este é um tempo de contenção e não de esbanjamentos. 

Em declarações à comunicação social o presidente do Conselho de Ilha do Faial admitiu que existem obras que, no entender do orgão a que preside, “estão bem dotadas”, como seja o caso do corpo C do Hospital da Horta, a Escola Básica e Integrada.

Inscrito no plano vem uma verba que se destina à segunda fase do Porto da Horta e a rebilitação da frente mar da cidade da Horta, bem como um protocolo com a Diocese de Angra para a transferência de verbas para a reabilitação das Igrejas danificadas pelos sismo de 98.

Entretanto, e sem que fizesse parte da Ordem do Dia, Humberto Goulart, representante dos empresários, manifestou a sua preocupação face à possibilidade de se criar uma plataforma transatlântica que ligue os Açores a África. Conforme disse, não é contra a plataforma nos moldes de transatlântica “se isso trouxer mais valias aos Açores, no entanto, estamos preocupados que essa mesma plataforma passe a ter âmbito regional”. 




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