Contra a redução de voos no Faial e Pico – CDU entrega na ALRAA mais de 1500 postais assinados

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As organizações da CDU da Ilha do Faial e do Pico, entregaram na tarde de ontem, à presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), 1.545 postais assinados por residentes das ilhas do Pico e do Faial.

As assinaturas contra a redução do número de voos para Lisboa foram recolhidas ao longo de dois meses, em várias iniciativas que os ativistas deste partido realizaram nestas duas ilhas do Triângulo.

Depois da entrega das assinaturas, em declarações à comunicação social, Anibal Pires lembrou que o Faial e Pico, no seu conjunto, terão este ano “menos 40 voos durante o verão, em resultado de uma política que visa concentrar as ligações em São Miguel, obrigando os cidadãos das outras ilhas a escalas e, na maior parte dos casos, a ficarem uma noite em Ponta Delgada ou em Lisboa”.

Com esta iniciativa a CDU procurou “dar voz e envolver a opinião pública açoriana”, na defesa do “direito de todos os açorianos à mobilidade” e chamar a atenção para uma questão que põe “em causa a coesão e o desenvolvimento equilibrado da Região”.

Para a CDU “a redução do número de voos pode significar não só a perda de fluxos turísticos, como ergue barreiras à criação de oportunidades, limitando as possibilidades de desenvolvimento destas ilhas”, contribuindo ainda “para o encerramento de empresas e o aumento do desemprego”, que resulta em parte do recente “o abandono” das ligações com o Pico e o Faial pela TAP.

Segundo a CDU, nos Açores, esta situação é ainda agravada pelo facto de “o Governo Regional não ter criado as condições para que a SATA pudesse assegurar o serviço com eficiência e fiabilidade”, que mantém a mesma oferta de transporte aéreo, “deixando as ilhas do Faial, Pico e São Jorge gravemente prejudicadas”.

É objetivo da CDU, ao promover esta iniciativa, que a Presidente da ALRAA, Ana Luís faça chegar aos governos nacional e regional “o descontentamento dos cidadãos” do Faial e do Pico.

A CDU acredita mesmo “que a voz dos cidadãos não pode ser ignorada”, deixando a promessa que “continuará a lutar, em todo o país e em todos os níveis de poder pelo direito à mobilidade, contra a privatização da TAP e pela reorientação da SATA para aquela que deve ser a sua vocação prioritária: servir todos os açorianos”.

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