Coordenador Regional do PCP Açores congratula medidas de prevenção em São Jorge

0
19
blank
marco varela são jorge PCP

O coordenador do PCP Açores, Marco Varela, deslocou-se, esta 2.ª feira, a São Jorge para se inteirar, in situ, da situação resultante da crise sismo-vulcânica que há mais de uma semana afeta a vida social, cultural e económica dos jorgenses.

Esta visita teve um caráter simbólico de solidariedade, mas também de procurar compreender as dificuldades presentes e, sobretudo, identificar algumas questões que se colocam e irão, no futuro próximo, colocar para que os jorgenses possam regressar à normalidade pós crise sísmica-vulcânica.

Marco Varela reconheceu e congratulou-se pelo conjunto de medidas de prevenção tomadas pelos poderes locais e a articulação com o governo da Região, bem assim como com as autoridades nacionais que transmitem aos cidadãos a tranquilidade possível.

O Coordenador do PCP Açores destacou, ainda, a entrega e profissionalismo de todos os
trabalhadores que têm colocado em prática as medidas cautelares. Marco Varela enfatizou a solidariedade ativa manifestada por organizações e instituições, em particular das ilhas Pico, Faial e Terceira, que têm disponibilizado meios de apoio e alojamento para os cidadãos que estão a optar por sair de S. Jorge, ou que o tenham de fazer caso se venha a verificar essa necessidade.

Para o PCP Açores, segundo o seu Coordenador, é em situações como a que se está a viver que fica demonstrada a importância de que a Região detenha, no domínio público, setores como os transportes aéreos e marítimos. A SATA e a AtlânticoLine, empresas públicas, têm
correspondido às necessidades de transporte para dar resposta às exigências que a situação anómala vivida em S. Jorge tem colocado.

No final da sua visita a S. Jorge e em declarações públicas, Marco Varela, colocou ainda
algumas preocupações relacionadas com a necessidade de se encontrarem mecanismos,
regionais e nacionais, de salvaguarda do rendimento dos trabalhadores, dos micro, pequenos e médios empresários que se viram obrigados a encerrar, temporariamente, a sua atividade, ou mesmo, por força das circunstâncias a abandonar, também provisoriamente, a sua ilha.

O PCP Açores considera que, de igual modo, se devem iniciar os procedimentos de
planeamento para apoiar o regresso dos jorgenses à sua ilha, bem assim como de garantir a salvaguarda dos postos de trabalho e o normal funcionamento da atividade económica. Só assim será possível contrariar a tendência natural para a desertificação que a presente situação tende a agravar.