Dia de Não Comprar Nada versus Black Friday

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O Dia de Não Comprar Nada calha, no calendário de 2018, a 23 de novembro coincidindo com o dia da Black Friday.

Este dia, conhecido originalmente, em inglês como “Buy Nothing Day” é celebrado tradicionalmente na quarta sexta-feira de novembro, no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças, para coincidir, estrategicamente, com a Black Friday, o dia onde as lojas oferecem grandes descontos e apelam ao consumo extremo.
O Dia de Não Comprar Nada foi criado pelo artista, de Vancouver, Ted Dave e, posteriormente, promovido pela revista canadense Adbusters. Os participantes deste evento comprometem-se a não comprar nada, durante 24 horas, como um ato de demonstração do poder das pessoas, ante sua condição de consumidores. O primeiro dia sem compras foi organizado no Canadá, em 1992, querendo chamar a atenção para os problemas que o consumo desenfreado levanta e os efeitos destruidores que, os nossos hábitos de consumo, podem ter a nível global. A data foi ganhando adeptos ao longo dos anos, sendo adotada, atualmente, por mais de 60 países. Em 1997 o evento foi fixado para o dia depois do Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos e no Canadá, no resto do mundo, o dia do evento foi marcado para o último sábado de Novembro.
Black Friday (em português, “sexta-feira negra”) é uma iniciativa comercial norte-americana, adotada, em Portugal, recentemente. Esta comemoração começou nos Estados Unidos e com a ajuda das novas tecnologias e a promoção deste dia, por parte das diversas empresas, tem-se alargado ao resto do mundo. É um dia depois do Dia de Ação de Graças (feriado sobretudo nos Estados Unidos, Canada e ilhas do Caribe), ou seja, celebra-se no dia seguinte à quarta quinta-feira do mês de novembro e inaugura a temporada de compras natalícias, com significativas promoções, em muitas lojas retalhistas e grandes armazéns. Neste evento comercial, promovido por várias lojas físicas e online, é possível fazer compras a preços fora do normal, devido aos descontos oferecidos.
Há vestígios de que a denominação “sexta-feira negra” surgiu no início dos anos 90 em Filadélfia, quando a polícia local chamava de Black Friday ao dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. Havia sempre muitas pessoas e congestionamentos enormes, já que a data abria o período de compras para o natal. Também passou a ser usado em 1966, por milhares de pessoas, em torno do mundo, mas só se tornou popular em 1975, quando o uso do termo passou a ser conhecido por meio de artigos publicados, em jornais, que abordavam a loucura, na cidade, durante o evento. Também já se referiu ao período de conforto financeiro para os retalhistas. No início de 1980, foi criada uma teoria que usava a cor vermelha para se referir aos valores negativos, de finanças, e a cor preta para indicar valores positivos. O período negativo correspondia ao período de janeiro a novembro e o lucro acontecia no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças e permanecia até o final do ano. Alguns anos depois, Black Friday foi o nome usado, pelos retalhistas, para indicar o período de maior faturação e, desde então, é a data mais agitada, de vendas a retalho, no país.
Apesar da proposta do evento, algumas lojas elevam, deliberadamente, o preço dos produtos, antes da Black Friday, para poder anunciá-los por um preço mais baixo durante o evento, de modo a fazer o consumidor acreditar que está a fazer um bom negócio. Por conta disso, esteja atento aos preços a fim de evitar fraudes. O objetivo deste dia é incentivar o consumo. Cada loja é livre de aderir a iniciativa, de estipular os descontos e de escolher os produtos, assim como cada consumidor é livre de comprar ou não algo, neste dia, no qual também se incentiva à poupança, com a celebração do Dia de Não Comprar Nada. Cabe à população mudar os seus hábitos de consumo resistindo às tentações consumistas. 

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