Dias 18, 19 e 20 de maio – VI Colóquio “O Faial e a periferia Açoriana nos séculos XV a XX”

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Vai realizar-se de 18 a 20 de maio, no auditório do Teatro Faialense, a sexta edição do colóquio “O Faial e a periferia Açoriana nos séculos XV a XX”, organizado pelo Núcleo Cultural da Horta em parceria com a Câmara Municipal da Horta e Centro de História Aquém e Além-mar.

Esta iniciativa foi apresentada terça-feira no edifício dos Paços do Concelho, numa cerimónia em que José Leonardo Silva, presidente da CMH, deixou bem evidente a sua vontade de “colocar a Horta no mapa da organização de eventos”.

“Esta iniciativa é de fulcral importância para a nossa ilha uma vez que se trata de um momento de aprendizagem  e conhecimento das nossas raízes. Para além disso, o facto de decorrer no Teatro Faialense é o reconhecimento da qualidade dos nossos espaços” – frisou o edil.

De acordo com o presidente do Núcleo Cultural da Horta, Guilherme Pinto “ o Colóquio O Faial e a Periferia Açoriana nos séculos XV a XX será mais um acontecimento marcado por restrições financeiras, o que leva à quebra da tradição de realizá-lo no Faial e numa outra ilha e reduzir o número de dias de presença dos participantes.”

 Este colóquio tem um orçamento de 15 mil euros, menos 5 a 8 mil euros do que em 2010.

A sessão de abertura deste evento está agendada para as 14h30 de domingo, com uma palestra por Amélia Polónia versando “A centralidade das periferias. Uma leitura histórica”. Às 16h15 a intervenção é de António José Telo com “os Açores e a Grande Guerra – 100 anos depois”. Carlos Riley fará uma intervenção para falar da “Aviação Naval e as escalas do Atlântico no século XX: o caso do aeroporto da Horta e da Pan American Airways”. Elisa Lopes da Costa vai falar “Dos hidroplanos aos aviões – elementos para o estudo da aeronáutica no Faial”. Este primeiro dia de trabalhos termina com António Monteiro e a sua palestra sobre “Louis Castex e as missões aeronáuticas francesas aos Açores”.

Na segunda-feira, os trabalhos têm início as 09h00 com uma intervenção proferida por Reis Leite subordinada ao tema “Uma revolução no Corvo”. Avelino Meses trará aos faialenses “A economia da Graciosa no século XVIII: em redor das exportações para a cidade de Angra”. Já Paulo Sousa vai abordar “A vinha e o vinho na Graciosa durante o século XIX”. José Damião Rodrigues vem falar da “Nobreza e governança no Faial no Antigo Regime”.

Depois do intervalo é a vez de Ricardo Madruga da Costa fazer “Uma caracterização das artes e ofícios no Faial em 1807”. Margarida Lalanda dedicará o seu tempo a falar dos “Quotidianos faialenses nos séculos XVII e XVIII”, enquanto Margarida Rego versará “A escravatura nas ilhas periféricas dos Açores”. Já Artur Matos vai focar-se no Silêncio dos afetos na periferia açoriana: denúncias ao comportamento dos seus moradores”.

A sessão da tarde inicia-se com Norberta Amorim e “A atração para a Horta das gentes do concelho da Madalena – séculos XVII a XX”. Maria de Jesus Maciel vai falar da “Emigração legal através do porto da Horta” e Paulo Matos da “Demografia da Ilha Graciosa no século XIX”. Donald Warrin vai abordar “Quando os baleeiros não procuravam a baleia – os açorianos e os cabo-verdianos na caça às focas”.

Francisco Fagundes também marcará presença neste evento com “Para trás anda a lagosta: reflecções sobre a autobiografia que Lawrence construiu”. Arlindo Caldeira vai abordar “Periferia e Ultraperiferia no Império Português nos séculos XVI a XVII: o caso do arquipélago do golfo da Guiné”.

“As ilhas do Faial e do Pico no século XIX, por viajantes estrangeiros” é o tema que nos será trazido por Susana Silva, enquanto João Saramago dá por concluído o segundo dia de trabalhos com  a “Presença de vocabulário anglo-americano no léxico comum de algumas ilhas periféricas”.

O último dia de trabalhos deste colóquio começa com José Manuel Fernandes e “Arquitetura nas outras ilhas dos Açores”. João Caldas e Isabel Albergaria vão falar da “Interpretação do vocaculário clássico nas igrejas da Graciosa e São Jorge” e José Bettencourt e Patrícia Carvalho vão debruçar-se sobre “O triangulo Faial- Pico-São Jorge como paisagem cultural marítima insular (séculos XVI a XX): uma primeira aproximação”.  Jácomes Bettencourt vai apresentar “Scrimshaws de uma colecção faialense”.

Nelson Veríssimo tem para apresentar “A periferia açoriana na biblioteca do povo e das escolas”, enquanto Justino Magalhães vai falar dos “Municípios do Faial e da Madalena na segunda metade de oitocentos – oferta escolar e captação escrita na participação socioeconómica”. Carlos Lobão tem a seu cargo a palestra “O Teatro político faialense através das crónicas alegres e actualidades de Rodrigo Guerra”.

Depois do intervalo é a vez de Onésimo Almeida apresentar “José Enes- a geografia (a montanha do Pico) e o seu percurso histórico”. Gustavo de Fraga e a renovação dos estudos filosóficos em Portugal” é o tema a abordar por Carlos Morujão enquanto Rosa Goulart vai focar a sua intervenção na “Ilha feita poema”.

A sessão de encerramento está marcada para as 16h30 com João Oliveira e Costa e “Memórias de um açoriano no Japão Quinhentista”.

 

 

 

 

 

 

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