Opinando em Tópicos

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O Henriquinho de Estela Brum

Como foi público, a Direcção Regional da Cultura promoveu no Arquipélago vários eventos afins no Dia Internacional do Livro Infantil.

Temos conhecimento de que no Triângulo foram realizados os seguintes:

No Faial, os irmãos Grimm foram lembrados na Biblioteca e Arquivo Regional com leituras respectivas à Obra dos ditos, incluindo um conto.

Em São Jorge, o Museu Francisco Lacerda apresentou um interessante trabalho do intelectual faialense Paulo Freitas, inspirado em o Menino que tinha asas.

A propósito, há oito anos e na mesma data, fizemos uma sugestão em – Mini-comentário, coluna que mantínhamos no ido Correio da Horta, visando a reedição de o Henriquinho da autoria da distinta poeta/escritora e Senhora de Cultura que é Estela Brum, e que foi editado em 1972 em Luanda.

Escrevemos então: “Ilustrado com interessantes desenhos, escolhidos através de concurso entre alunos do Ciclo Preparatório, trata-se de original e fantasiada infância dum menino Henriquinho, que vive no espaço, toca nas estrelas, dorme sobre nuvens, à noite agarra na Lua, leva água fresca ao Sol, faz escorrega no Arco-íris, desce com a Menina Aragem à Terra e, com ela, vai a África onde se diverte com os batuques e outras coisas mais, como diz a autora, à laia de intróito”.

Acrescentei: “ao contrário do que mais se vê e lê por aí, nada há de políticas no livro infantil de Dona Estela Brum” e agora friso: muito embora tenha sido particionado pela Secretaria Provincial da Educação de Angola.

Pelo muito que a nossa patrícia em apreço tem dado ao meio cultural da Horta desde que regressou com o seu saudoso marido, Rui Brum, após a forçada descolonização, bem merecia ver reeditado o Henriquinho, aliás um livro assaz digno da literatura infantil açórica, ainda pouco abundante.

Que diabo de Autonomia é esta?!

Sob o titulo; “Acabou! Acabou!” Regina Cunha publicou no “Diário Insular” um artigo assaz critico à situação política nos Açores, consequente do regime autonómico em vigor.

Embora mais virado para a Terceira, uma passagem há merecedora de ser conhecida dos faialenses, pelo que a transcrevemos:

“…durante a minha estadia em Lisboa, em Novembro passado, encontrei-me com um dos comandantes da Rádio Naval da Horta. Ao participar-lhe que essa Rádio passara para S.Miguel, e que os imóveis seriam cedidos pelo prazo de 30 anos à Região, em troca dos terrenos que o executivo cedera ao Estado para instalar o futuro “Centro de Comuni-cações”, o senhor nem queria acreditar. Depois, à laia de desabafo ia lhe transmitindo todas as transferências, de que nos íamos lembrando, para aquela ilha. Resposta desse militar:

“Mas isso é centralizar! que diabo de Autonomia é essa?!”

Hotel Horta em prometedora reabertura

Fomos agradavelmente surpreendidos pela reabertura do Hotel Horta, importante unidade hoteleira para a economia faialense.

Com privilegiada situação no centro citadino e com sugestiva vista para o Pico, causara natural estranheza seu fecho.

Felizmente que volta agora a abrir sua porta por iniciativa de Carlos Morais, um jovem da. nova geração e membro duma família assaz conhecida na cidade.

De referir ainda seu prometedor plano de acção, pelo que lemos neste semanário, aliás consentâneo com as modernas ferramentas da indústria hoteleira, ligadas naturalmente ao turismo.

Os nossos votos que 2015 não seja apenas a sério, como frisar mas seja também o começo de frutuosa iniciativa em prol da Horta e do Faial

 

Os Painéis das Angústias

Já nos tinham dito que o novo pároco das Angústias pretendia retirar do interior do Templo os sugestivos Painéis que ladeavam o Altar-Mor, autêntico memorial histórico do povoamento.

Friso “ladeavam” por: se assim pensou, assim o fez, até contra a vontade dos paroquianos que, ao dito, haviam manifestado em participada Assem-bleia.

Do mal o menos, como se diz, pois os Painéis do consagrado artista Eduardo Carcajeiro, por este oferecidos a Mons. Júlio da Rosa, deverão ser colocados no edifício: da Fundação “Mater Dei”, pelo que não deixam de ser admirados pelos faialenses e visitantes.

E continuam a ser o enlevo do ilustre sacerdote que dedicou vida inteira à Paróquia de seu bondoso coração.

 

* O autor não escreve de acordo com o novo Acordo Ortográfico

 

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