Embora nem sempre política e racionalidade andem de mãos dadas, a aprovação do programa do XIV governo dos Açores foi o desfecho esperado e sensato de um processo eleitoral antecipado que culminou no reforço da coligação de governo. Nessa conjuntura, não fazia obviamente nenhum sentido, um mês depois do povo ter decidido nas urnas o que queria, reprovar o programa que esse mesmo povo tinha maioritariamente escolhido. Nessa perspetiva, Chega, PAN e IL, ao absterem-se na votação, não só viabilizaram o programa de Governo como, sobretudo, deram um sinal de maturidade política que merece registo.
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