Em cada eu encontramos todos

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Pedro Neves
TI

Podia contextualizar o vírus, as orientações, o que está a mal feito, o que poderia melhorar, apesar de não ser técnico. Podia falar sobre as medidas que o PAN criou para amenizar as dores societais enquanto a pandemia assola o mundo. Podia mastigar e partilhar tudo o que li, ouvi e ressoei durante todos estes dias. Mas seria eu diferente do cidadão incomum que cospe fogo nas redes sociais, do político comum que é especialista em tudo, ou de um treinador de bancada irritado, gritando na janela fechada que fazia melhor que os profissionais que estão a trabalhar por nós?
Que tipo de ingrato seria eu se o fizesse? A mim só me pedem para estar fechado em casa, enquanto vejo a recolha do lixo a ser cumprida escrupulosamente, o pão a ser feito religiosamente todos os dias na padaria, os legumes a serem repostos diariamente no supermercado, os doentes a serem tratados no hospital, a água a cair da torneira sempre que quero, a luz a combater a penumbra desde escritório com um simples toque no interruptor e todos os demais serviços que me fazem sentir o orgulho latente de viver numa sociedade cheia de dores mas a funcionar por um punhado de heróis.

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