
“O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus”, Platão
1. Escrever? Sim, com confiança.
Dou hoje início a uma colaboração com o Tribuna das Ilhas, agradecendo ao semanário a oportunidade que me dá de partilhar ideias e propostas com os leitores do jornal.
Faço-o com a consciência de que a escrita é sempre um exercício de risco, aberto à livre apreciação e também à crítica, justa ou injusta, daqueles que escrevem e também de todos os que não o fazem, porque não lhes é dada a oportunidade ou porque simplesmente não arriscam fazê-lo.
Quem escreve, expõe-se, mas faço-o com confiança e com uma clara convicção: o debate de ideias é essencial para o desenvolvimento de qualquer sociedade.
2. Em Liberdade e Transparência
Na semana passada, comemorámos a passagem de 43 anos sobre o 25 de Abril de 1974. ARevolução dos Cravos, germinada a partir do Movimento dos Capitães, devolveu-nos a liberdade, mas tornou-nos também responsáveis por preservar e ampliar progressivamente os princípios da igualdade de oportunidades, liberdade de expressão e dever de participação cívica.
Por isso, a eliminação de qualquer tentativa de pressão ou condicionamento de natureza político-partidária ou de qualquer outra índole, é um dever de todos, e de cada um, individualmente. Um comportamento desta natureza, que a existir seria naturalmente ilegal, só pode merecer uma atitude, 43 anos depois do 25 de Abril de 1974: a rejeição de qualquer tipo de condicionamento e a aclamação dos valores democráticos.
Escrevo, assim, em liberdade. Com a liberdade que nos foi legada pelos Heróis de Abril e que temos o dever de respeitar, preservar e reforçar diariamente, em todas as situações da nossa vida.
Nesta fase, escrevo na qualidade de cidadão, mas também de deputado em exercício de funções na Assembleia Regional e candidato à Presidência da Câmara Municipal da Horta nas eleições autárquicas deste ano, assumindo assim com transparência que esta é também uma oportunidade de transmitir as minhas ideias aos eleitores, pois acredito que cada vez mais os cidadãos recusam ações de campanha eleitoral dissimulada e querem que as coisas lhes sejam apresentadas de forma clara e transparente.
3. Os Açores e o País, mas sobretudo, o Faial
Nesta minha participação, pretendo abordar assuntos de natureza regional e nacional, mas com o foco principal na nossa ilha. Tratarei de temas essenciais, como a saúde, acessibilidades e transportes, agropecuária, pescas e economia do mar, turismo, emprego, entre outros, sempre numa perspetiva abrangente, mas com a ilha do Faial como ponto nuclear.
Não esperem, no entanto, encontrar nestes artigos a crítica destrutiva ou personalizada, própria do nervosismo de quem teme perder o poder.
Pretendo fazê-lo em sentido construtivo, apontando propostas para o futuro. Esta é a minha visão sobre a forma de transmitir a opinião, exercer atividades políticas ou desenvolver outras modalidades de participação cívica, e acredito que também os leitores deste jornal e os cidadãos em geral têm a mesma visão.














