Em fevereiro, o SAPO24 associou-se à iniciativa e os participantes foram desafiados a escrever, claro, sobre o amor. E, na primeira segunda-feira do mês, lá estavam todos à roda da mesa para iniciar o ritual que obedece a algumas – poucas – regras: limite no número de palavras (500), os textos são lidos em voz alta à mesa e nenhum autor lê o seu próprio texto. Uma outra premissa é que não é suposto que quem escreve se justifique porque fez as escolhas que fez, a ideia é que se discutam os textos e se troquem opiniões ou mesmo sugestões.
Em cada sessão, há um convidado. Em fevereiro, coube a Patrícia Reis, cronista do SAPO24, e autora de livros como “As Crianças Invisíveis”, “Gramática Do Medo”, “Morder-te O Coração” e “O Que Nos Separa Dos Outros Por Causa De Um Copo De Whisky” (vencedor do Prémio Nacional de Literatura da Fundação Lions).
À volta da mesa leram-se textos sobre o amor nas suas mais diversas faces. O amor a um sítio, a uma mãe, a uma avó, a um cão, a uma memória, a Deus, aos outros. Curiosamente, ou talvez não, o amor romântico no sentido mais convencional foi o tema mais ausente – não é fácil falar de amor, e assim menos ainda.
Hoje, Dia dos Namorados, publicamos no SAPO24 uma seleção dos textos que resultaram dessa iniciativa assinados por novos nomes de quem tem na escrita uma forma de expressão. Venha daí, leia o que contam, conheça as suas histórias – acreditamos que será difícil não sentir alguma coisa.

















