Não, não venho aqui fazer “o elogio do osso” (António Sérgio) do escritor António Lobo Antunes. Não sou dos que fazem necrofilia literária. E sou contra litanias de exaltação aos mortos. Prefiro escrever sobre os escritores enquanto são vivos. E nem sempre para dizer bem dos seus livros. Por exemplo, no que diz respeito a Lobo Antunes, publiquei, em 2009, uma recensão intitulada “António Lobo Antunes, ou a saturação das palavras”, em que denunciava que aquele escritor escrevia muito para não dizer nada…
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