Feliz Natal para todos vós!

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DR/TI
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Aproximamo-nos do Natal. Este é um tempo simbólico, de renascimento e renovação; um tempo que deveria convidar-nos à reflexão, dado que nos coloca diante do que há de mais profundo em nós, – a temporalidade e a fragilidade da condição humana-; um tempo que nos obriga a questionar sobre a nossa própria humanidade e a nossa relação com o mundo; sobre o próprio mundo. A simbologia do Natal é atualíssima e dramática. A história de José e Maria, um jovem casal deslocado do seu lugar de origem, sem abrigo, num dos momentos mais intensos da vida, que é dar à luz uma criança, repete-se hoje com igual dramatismo humano. Basta ver as recentes imagens dos migrantes na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia, sem abrigo, a morrerem de frio e de fome, sob a neve e a chuva. Ou todos os outros que perderam a vida no Mediterrâneo (1.146 no primeiro semestre de 2021, segundo dados disponibilizados no site da ONU). Imagens que nos interpelam sobre a relação que queremos instaurar com os nossos semelhantes. É esse o sentido – sermos interpelados a regressar ao essencial, que é o acolhimento do humano e da vida. O acolhimento da esperança, sobretudo após o confronto com a súbita invasão da morte.

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