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Festival LAVA traz Luísa Sobral ao Faial

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Daniela Silveira, diretora artística do festival

Discurso de abertura da sessão

“Em 2019 produzimos a primeira edição do LAVA – Festival Internacional de Jazz da Ilha do Pico, a edição piloto de um festival itinerante de música jazz e artes conexas agregando a promoção da gastronomia e do vinho local, buscando a valorização da iniciativa privada da ilha e dos seus empresários. Como projeto piloto que era e porque era o primeiro projeto desta entidade, da GetArt, na ilha do Pico, selecionamos espaços intimistas indo de encontro ao público de forma a perceber os seus gostos e tendências. A estratégia revelou-se um sucesso, pois a afluência e a rotação dos espaços confirmaram que o festival e o seu conceito tinham pertinência e lugar no espaço cultural da ilha montanha. No primeiro ano o cartaz contou com três grandes nomes do jazz, o trio do pianista Karlos Rotsen da ilha Martinica, o trio do contrabaixista italiano Matteo Bortone e a pianista eslovaca Andrea Bucko.

Em 2021 regressamos e não pudemos ser tão ousados na programação como gostaríamos
devido às restrições do covid-19, mas concluímos com sucesso a segunda edição onde constou no cartaz musical a portuguesa Maria Casal que participou de forma brilhante no programa “The Voice”, a pianista Bielorussa Katerina L’dokova acompanhada pelo trompetista Diogo Duque e o guitarrista canadiano Duane Forrest. Mais uma vez privilegiamos a iniciativa privada e os empresários da restauração locais de forma a impulsionar uma dinâmica de animação noturna pouco frequente na ilha ao longo do ano. Foi feita uma grande aposta na comunicação digital do festival e porque uma das missões do festival LAVA é a promoção da ilha do Pico foi gravado um documentário ao longo desta edição. Queríamos registar para além do festival e da ilha, o regresso da atividade sociocultural, numa fase final da pandemia covid-19. Realizado pela empresa micaelense Hunt com o apoio da Associação de Turismo dos Açores.

2022 é o ano da liberdade, da retoma da normalidade de todos os sectores da sociedade e a cultura desta vez não foi exceção. Assim, para a terceira edição compusemos um cartaz
musicalmente variado e rico de 1 a 11 de setembro na ilha do Pico, com a novidade de neste ano se estender também à ilha do Faial.

O cartaz musical da terceira edição tem honras de abertura, no dia 2 de setembro, na cidade da Horta no Teatro Faialense com uma das cantoras e compositoras portuguesas mais bem-sucedidas da sua geração, Luísa Sobral. Cinco álbuns de originais editados e depois do sucesso estrondoso, em 2017, da música vencedora do Festival da EuroVisão “Amar pelos Dois” que compôs para o seu irmão Salvador Sobral, Luísa lança em outubro o seu sexto álbum. No festival LAVA vai revisitar o seu reportório de sucesso. O festival animará, ainda, o Mercado Municipal da Horta, com a dupla de jazz António Palma e Felippe Figueiredo. Encerrando assim, a extensão à ilha do Faial. Dia 3 de setembro rumamos a casa, e o nosso périplo tem início no Auditório da Madalena com a apresentação do projeto português JazZeca, a música de Zeca Afonso em jazz e ainda Duane Forrest, guitarrista canadiano que regressa à ilha montanha para apresentar o seu novo álbum “Climb”. Dia 4 de setembro, ainda no concelho da Madalena, vamos estar no jardim botânico da Quinta das Rosas num final de tarde que se quer em família onde atuarão os brasileiros Suite Nordeste, três músicos virtuosos que desembarcam nos Açores trazendo na bagagem uma excelência técnica de peso e um suingue muito particular. Encerando assim o primeiro fim de semana do festival.

No segundo fim de semana do festival, dia 9 de setembro a festa acontece no Jardim Municipal de São Roque do Pico com a actuação da Orquestra Juvenil da Escola Básica e Secundária de São Roque do Pico seguida de um concerto comentado do quinteto residente LAVA Ensemble orientado pelo pianista António Palma. Dia 10 de setembro encerramos o festival com uma festa direcionada ao público jovem na Piscina Municipal de Santa Cruz das Ribeiras com GuessWho nascido na ilha Terceira, vê na samplagem uma forma de encontrar novas sonoridades. O primeiro EP “OBLIVION”, lançado este ano, quis mostrar isso mesmo: 4 músicas de diferentes estilos. As viagens com o seu sampler, já lhe valeram menções de artistas como Sam the Kid, Dani Leigh, Holly, Kappa Jotta, 11 lites, entre muitos outros. Em 2018 produziu 12 das 14 faixas do álbum Cara e Coroa de Fugitivo. A noite continua com os dj’s terceirense Lino e Luís Bravo.

À semelhança das primeiras edições e porque para nós é muito importante valorizar e agregar a iniciativa privada marcaremos presença itinerante durante a semana em restaurantes dos três concelhos com programação cultural variada. Dia 5 de setembro, no Mercado Bio, da Madalena do Pico, dia 6 de setembro no Fonte Tavern, nas Lajes do Pico, dia 7 de setembro no Cella Bar na Madalena do Pico, dia 8 de setembro na Casa Âncora em São Roque do Pico e na Azores Wine Company na Madalena do Pico.

Para a organização do festival é importante não só a vertente de entretenimento como também a de educação e da promoção de atividades de saúde e bem-estar e atividades de sensibilização ambiental. Desta forma a programação estender-se-á também ao longo da semana aos mais pequenos e aos mais graúdos. Infantário Pica-Pau da Santa Casa da Misericórdia de São Roque do Pico, Centro de Apoio à Criança da Santa Casa da Misericórdia da Madalena do Pico, Infantário Arco-Íris da Santa Casa da Misericórdia das Lajes do Pico, Centro de Convívio da Prainha, em São Roque do Pico, irão receber através do festival LAVA aulas de Yoga e dinâmicas do projeto Life Beetles um projeto de conservação da Natureza cofinanciado em 55% pela União Europeia, coordenado pela Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, tendo como parceiro a Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, com um investimento global de 1,76 milhões de euros, com a duração de 5 anos (Janeiro de 2020 a Dezembro de 2024).

O festival é produzido pela GetArt – Associação Regional para a Promoção e Gestão Cultural e é possível com o apoio do Governo Regional dos Açores através da Direção Regional dos Assuntos Culturais, da Direção Regional do Turismo, da Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas e da Direção Regional dos Recursos Florestais. Contamos também com o apoio da Câmara Municipal da Madalena do Pico, da Câmara Municipal de São Roque do Pico e da Câmara Municipal da Horta. A quem deixamos um enorme agradecimento pela confiança depositada em nós e de nos verem como um parceiro de promoção da cultura da ilha.

Queremos também agradecer ao Grupo Invest, ao Filipe Rocha, Dro António Simas, ao Rodrigo Quadros, à Márcia Santos, empresários da ilha do Pico que apoiam as artes e a cultura dos Açores e que vêm nos agentes culturais parceiros na promoção dos seus espaços e dos seus produtos”.

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