Haja Saúde!

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No últimos tempos a ilha do Faial, na área da saúde, foi infetada por comunicados partidários e reclamações de utentes do Hospital da Horta que demostraram a sua indignação no que ocorreu menos bem.
Na minha opinião, continuo achar que a culpa está na alta média de acesso à universidade para exercer medicina e na aposta da saúde preventiva.
Mas onde há fumo há fogo e não podemos tapar os olhos a tantos factos que nos apresentam nos títulos dos jornais locais, regionais e nacionais sobre esta matéria.
Os Açores têm a maior taxa de doentes com cancro. Ano após ano não se comenta, não se debate, não se fala sobre esta matéria. E isso sim assusta-me!
A Organização Mundial de Saúde já afirmou que comemos muita mais carne do que no tempo dos nossos pais e avós e esse consumo é mau e pode provocar cancro.
Vários países europeus já limitaram fortemente o uso do glifosato – como a Holanda, Dinamarca e a França. A Organização Mundial de Saúde já afirmou que glisofato causa cancro. Infelizmente os nossos agricultores ainda o usam.
Caro leitor, esta informação não é inventada por mim, são realidades com que lidamos diariamente. E os Açores continuam a ser a região com mais cancro no país. Vamos esperar que os atuais governantes façam algo ou vamos arregaçar mangas?
O PAN Faial defende a horticultura biológica e a diversificação alimentar. Não queremos obrigar ninguém a deixar de comer a linguiça ou a morcela, queremos sim que se criem as condições para comer biologicamente mais hortícolas.
E para isso devemos começar pelas pequenas experiências, dando formação adequada à nossa realidade, desde o quintalinho nas traseiras de casa com os seus 50m2, até às áreas médias de 500m2 aumentando para os 5000m2.
Cada área deve ter uma estratégia e cada estratégia deverá ter sempre em conta a partilha de informação entre as várias experiências da população com o objetivo final de crescimento económico. Através da diversificação dos produtos frescos e transformados que a horticultura nos dá, a sociedade faialense poderá registar esse crescimento económico, reduzindo as importações e por consequência aumentando os rendimentos na ilha para depois se poder pensar em utilizar os excedentes para exportação.
Agricultura biológica: uns chamam modernices, eu chamo voltar às origens. Esta ilha já foi conhecida por produzir cereal, fruta, batata e até pastel lá para a zona do Pasteleiro e nesses tempos produzíamos mais que atualmente e sem a necessidade de usar químicos que nos estão a empurrar para o Hospital da Horta.
Devemos culmatar os atuais problemas na área da saúde mas também trabalhar na saúde preventiva.
Não é uma contradição? Estamos a formar os nossos agricultores em como se usam produtos fitofarmacêuticos em vez de formar os nossos técnicos agrários na agricultura biológica para que depois possam transmitir essa formação aos nossos agricultores?
Vamos continuar nesta linha conservadora dos atuais governantes? Ou vamos mudar? Caro leitor se não estamos bem será que não está na altura de mudar?
Para terminar deixo-vos uma pequena nota sobre a proposta do PAN Faial na criação de hortas urbanas que sirvam os seguintes aglomerados urbanos da Hortheco, bairro das Angústias, bairro Fundo Fomento Habitação, bairro da Boavista e bairro Mouzinho Albuquerque.
Esta medida vai de encontro à visão política de conseguir criar condições para que as famílias faialenses poupem no seu orçamento familiar, bem como fomentar o convívio e o bem-estar nos habitantes da ilha do Faial salvaguardando a sua saúde através do consumo de produtos alimentares sem adição de produtos fitofarmacêuticos.

Haja Saúde nesta Horta!

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