Política Social

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TI

No artigo de há 15 dias falei-vos sobre política da solidariedade e neste vou vos falar sobre política social.
Guardei este assunto para o primeiro artigo de 2018, pois é o meu desejo que neste ano se reflita sobre o mesmo e se puder pesquise sobre o que aqui lhe vou contar.
Escolher quem precisa e quem não precisa é das tarefas mais difíceis do nosso século. Por isso mesmo, formam-se jovens e criam-se leis com o intuito de executar esta negra tarefa.
No artigo desta semana vou colocar a cru algumas questões que me surgem, que me fazem e que me denunciam. Neste sentido vou vos falar de Rendimento Básico Incondicional e do Rendimento Social de Inserção (Rendimento Mínimo).
Rendimento Básico Incondicional (RBI) não é o Rendimento Social de Inserção (RSI) mas sim uma nova política social que se debate a implementação nos países mais desenvolvidos e que na nossa Europa já se fazem testes para que se consiga a aplicar.
RBI é um rendimento que deve ser básico e não mínimo e deve ser distribuído de forma incondicional a todos os seres humanos de um país. Ao contrário do RSI o RBI é Incondicional portanto não precisamos de uma máquina estatal que precisa de escolher, separar, apontar quem necessita de apoio ou não.
RSI tem colocado pessoas contra outras pessoas, a pergunta da moda é se as pessoas que o recebem deviam dar mais de si à sociedade? Eu questiono: E as pessoas que estão no fundo desemprego? As que têm emprego sazonal? E os desempregados que devido à sua escolaridade não são obrigados aceitar as tarefas disponíveis?
Por favor, questionem o sistema antes de acusar as pessoas? Sim, admito, eu já acusei, até que comecei a ler sobre RBI. E percebi que o problema não está em quem recebe RSI mas sim em que não recebe.
São estas pessoas que através dos seus impostos diretos e indiretos pagam o sistema social que existe na nossa atual sociedade. E se nós sabemos que tem falhas, então está na hora de quem paga, exigir outro sistema.
Com RBI podemos ter a liberdade de escolha, que neste momento não temos, devemos poder escolher a forma como queremos dar de nós à sociedade, devemos poder escolher se queremos ser voluntários, se queremos ser empresários, se queremos ser pais a tempo inteiro, devemos poder ter a liberdade da forma como queremos viver a nossa vida, o que neste momento não o conseguimos fazer.
Injustiça é apontar o dedo pedindo aos que estão no final da linha que sejam os escravos que manifestamos todos os dias que não queremos ser.
Mas temos mais custos. O sistema social que empurra as nossas crianças para ATLs, Associações, Clubes para organizar e gerir atividades desportivas e culturais no intuito de entreter até que os seus pais possam sair do trabalho para as ir buscar.
Sim, porque ao contrário do antigamente os avós destas crianças ainda estão a trabalhar na esperança que chegue o seu tempo de reforma. E quando chega os seus netos já são adultos.
Caro leitor, continuar a debater entre 35 ou 40 horas, debater entre privilégios do público vs privado e os aumentos de reforma trás custos. A minha pergunta para o seu ano 2018 é será que compensa? Será que compensa continuarmos a inventar burocracia, serviços e consumo, trará a felicidade que todos nós procuramos?
Penso que não, pois essa filosofia tem um custo … esse custo está manchado de negro nos programas sociais de estágios, no programas do desemprego jovem, nos programas sociais, nos programas desportivos e em todo o apoio social que o governo oferece como se fosse ele que nos estivesse a ajudar.
Em 2018, tenha a audácia de procurar nos planos e orçamentos do nosso governo local, autárquico, regional e nacional os valores atribuídos às atividades que aqui mencionei.
Eu defendo o Rendimento Básico Incondicional e também defendo que temos que desacelerar este sistema económico no qual vivemos.
Defendo as 30 horas semanais, defendo os tectos de reforma, defendo o que chamam de utopias e defendo porque quero que a minha sociedade viva feliz.

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