Vivemos tempos duplamente difíceis.
Difíceis pela conjuntura internacional, resultante de uma sociedade global de consumo, de conflitos, de deslocalizações, de concorrência desleal…
Mais difíceis ainda, pela situação portuguesa, que nos últimos anos se tem agravado, apesar dos sucessivos contributos que têm sido pedido aos portugueses.
Apesar desse contributo contínuo dos trabalhadores, a verdade é que a situação económica do pais continuou a agravar-se, a estremar-se em termos de injustiça social, e, curiosamente, com governos ditos de esquerda, de socialistas.
Depois de um desencanto crescente para com os nossos representantes democraticamente eleitos, a paciência dos portugueses têm vindo a esgotar-se, não só pelo situação gravosa crescente, como pela impunidade de sucessivos escândalos e abusos de poder , mas também, e, principalmente, pela incapacidade de quem tem responsabilidades governativas em cumprir a função para que foram eleitos.
Os portugueses começaram a consciencializar-se que eram sempre os mesmos a pagarem a incompetência, os prémios de desempenho em empresas públicas que dão prejuízo…
Daí à revolta, foram pequenos passos que rapidamente foram dados, começando a aparecer os movimentos cívicos, as petições, os protestos, as manifestações mais ou menos livres, das portagens ao desemprego, da perca dos direitos sociais aos votos em branco ou… pela negativa.
JS – A
A Comissão Regional da JS organizou um debate sobre emprego (o deles…), designadamente o Plano Regional de Emprego 2010-2015.
Curioso foi terem aprovado, por unanimidade, uma moção de solidariedade, por “proposta” do Líder parlamentar, para com todos aqueles jovens precários e desempregados da “Geração à Rasca” que se manifestaram nas principais cidades do pais.
Ora bem.
Se a nova geração está à rasca, resulta das más politicas, em que se assumiu que éramos ricos, que todos poderiam ser doutores, esquecendo-se dos sectores primários e secundários, apostando-se tudo num sector terciário, de serviços insustentáveis, numa pirâmide invertida, em que o povo é cada vez menor para sustentar os privilégios de uma classe privilegiada, bem remunerada, mas que, de um modo geral, pouco ou nada produz.
Um líder regional do principal partido responsável por esta situação, ao propor uma moção de solidariedade para com estas vítimas, só pode resultar de já não poder mais escamotear a situação e lutar contra eles…, então, juntou-se a eles, numa tentativa derradeira de branquear as responsabilidades dos seus camaradas de partido.
PS – Faial
Na BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) os Municípios Açoreanos optaram pela promoção das suas Festas de Verão, dos seus maiores cartazes turísticos, mediante a divulgação antecipada das “cabeças de cartaz”.
Quando se aposta na promoção do Verão e das nossas maiores Festas pressupõe-se que se quer mais gente nessas Semanas Festivas, numa altura em que a nossa parca hotelaria já está há muito esgotada, agravando-se, consciente ou inconscientemente a nossa sazonalidade.
Por outro lado, o nosso Edil ao anunciar, como cabeça de cartaz, os “Deolinda”, não deixa de ser curioso, vindo de quem vem, do responsável máximo no PS no Faial.
A não ser que se reveja na Geração Parva que o seu partido criou em Portugal.
A não ser que se reveja na letra da canção portuguesa mais célebre da actualidade “Parva que sou”.
Certamente identificam-se com uma “geração sem remuneração”, assumem que “isto está mal e vai continuar”, acham normal viver na “casinha dos pais”, adiam “filhos e maridos”, e gritam “eu já não posso mais”.
Realmente, não dá para perceber que tipo de identificação existe entre a entidade contratante e os artistas, a não mais dopping para os jovens…
Se a Comissão Organizadora da Semana do Mar não se tivesse precipitado, agora, poderia contratar não uma, mas duas bandas: os “Deolinda” e os “Homens da Luta” do Festival da Eurovisão, com a canção “A Luta é Alegria”.
Será que ainda vai a tempo?
Se ainda forem a tempo, poderiam calar não só um…, mas dois dos maiores gritos de revolta da actualidade, e de, assim, voltarem a Amordaçar Portugal.
Curiosamente, agora amordaçam um pais que Mário Soares “des-amordaçou”…
As voltas que o mundo dá!
ELEIÇÕES
Juntarem-se às vítimas das suas próprias politicas revela uma grande jogo de cintura, uma hipocrisia atrevida e cínica, um acto de branqueamento dos seus próprios “crimes” ao estado português.
Olívia patroa, Olívia empregada…
Olívia …, Olívia desempregada…
Até quando?
Até ao passado dia 23 de Março, quando toda a oposição se juntou, e pôs fim a este desfile de vaidades e irresponsabilidades do lobby socialista!
Os crimes cometidos contra o pais e contra o povo, não podem ser branqueados e esquecidos, até porque, todos nós, iremos pagá-los nos próximos anos.
Mais hipocrisia e cinismo, não!
Que caia a máscara, para o povo conseguir enxergar a verdade, para que, nas próximas eleições antecipadas, não volte a ganhar a mentira!
Contributos, para











