II Estágio de Verão da Filarmónica Unânime Praiense – Direção satisfeita com a qualidade da formação dada aos participantes

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A Sociedade Filarmónica Unânime Praiense (SFUP) levou a cabo mais um estágio de verão que reuniu cerca de 80 músicos de várias bandas da ilha do Faial, sob a orientação de seis formadores.
O II Estágio de verão terminou com um concerto integrado nas festas em honra de Nossa Senhora da Graça que contou com a participação especial da cantora nacional Carla Ribeiro.
No fim do estágio Tribuna das Ilhas falou com a direção da Unânime Praiense que fez um balanço positivo do evento, revelando que a qualidade dos formadores permitiu garantir aos participantes formação com qualidade.

De 13 a 18 de agosto, 80 músicos de diversas bandas filarmónicas da ilha estiveram reunidos naquele que foi o II Estágio de Verão da SFUP.
Ao longo de cinco dias os participantes, estiveram em intensa formação, supervisionados por seis formadores, num ambiente musical único e descontraído que teve como objetivo permitir o desenvolvimento da aprendizagem individual e o aperfeiçoamento na execução instrumental, promovendo o trabalho coletivo com outros músicos.
O evento terminou no sábado com um concerto no âmbito das festas em hora da padroeira da freguesia da Praia do Almoxarife, Nossa Senhora da Graça, que contou com a participação especial da cantora continental Carla Ribeiro, que permitiu à filarmónica demonstrar os conhecimentos adquiridos durante este estágio.
Tribuna das Ilhas esteve à conversa com a direção da SFUP que se mostrou bastante satisfeita com o sucesso do evento salientando a este respeito que “foram cumpridos a grande maioria dos objetivos estabelecidos inicialmente”.
De acordo com o presidente a “qualidade dos formadores” que conseguiram reunir, garantiram aos participantes “formação com uma qualidade a que não temos facilmente acesso na ilha do Faial”, permitindo que no “final conseguimos apresentar um espetáculo diferente e exigente”, afirmou Daniel Silva.
Neste II Estágio o dirigente lamentou a pouca participação de músicos em relação ao primeiro ano. “Não posso deixar de frisar aquilo que correu menos bem que teve a ver com a participação”, disse, adiantando que “tivemos menos participantes do que na edição anterior o que efetivamente não desejávamos”.
“É um aspeto negativo, mas que também não nos faz parar e os que participaram, jovens e menos jovens, fizeram-no com um empenho extraordinário que não posso deixar de salientar”, afirmou com satisfação o presidente da SFUP.
Questionado quanto à continuidade destes Estágios o músico salientou que “enquanto organização, considero que é importante para a Unânime Praiense apostar nestas formações”, uma vez que “é uma forma da banda poder evoluir”.
“Acabamos por estabelecer contatos e amizades com pessoas que na área da música, fora do período de estágio, nos ajudam e são pontos de contacto que temos”, registou.
O presidente entende ainda que “para os participantes, muitas vezes como se tratam de jovens, este género de workshop é o primeiro contacto que têm com músicos profissionais. A par disso é sem dúvida uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos e experiências”, observou.
A este respeito, Daniel Silva, garantiu que estas formações são para continuar explicando que “este foi II Estágio de Verão, mas na história da Unânime Praiense este género de formação já é feita há vários anos. Seja com a atual designação ou com outra diferente, esta será uma aposta para continuar”, frisou.
Numa observação à música no Faial nomeadamente em relação à formação e continuidade das bandas filarmónicas e recrutamento de músicos na ilha, o presidente da SUFP avança que “as filarmónicas do Faial têm feito um esforço e fazem um trabalho meritório ao nível das escolas de música. Claro que algumas com mais sucesso do que outras, mas a verdade é que eu penso que há noção da importância desta componente formativa”.
De acordo com o dirigente “como em outras áreas da sociedade, também nas bandas notamos que as pessoas estão um pouco mais comodistas o que não facilita o recrutamento a par da grande diversidade de atividade em que as crianças e os jovens estão inseridos. Atualmente as filarmónicas já não são o escape que em tempos passados foram”, lamentou.
“Em conclusão, penso que há formação de base nas nossas filarmónicas e nota-se que há vontade de ir um pouco mais além, nomeadamente com o exemplo do estágio que organizamos e em que participaram músicos de outras três bandas do Faial. Não estamos numa época fácil para recrutar músicos, mas não podemos nem devemos desanimar pois as filarmónicas são elementos fundamentais da nossa cultura açoriana e tudo devemos fazer para que assim continuem”, considerou.

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