Legislativas Regionais – Berta Cabral quer mais leite para a CALF e novo matadouro no Faial

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A candidata do PSD/Açores à presidência do Governo Regional defendeu na passada sexta-feira, nos Cedros, a necessidade de se reavaliarem os apoios destinados à agricultura, reorientando-os, entre outras coisas, para o apoio à compra dos factores de produção. Berta Cabral falava no final de uma reunião com as associações agrícolas do Faial e com a Cooperativa Agrícola e de Lacticínios da ilha (CALF), onde um dos temas em análise foi, precisamente, a falta de leite para laboração na fábrica da CALF.

Para a candidata, a situação da CALF “tem de ser resolvida com o aumento da matéria-prima, e isso passa por um conjunto de estímulos que têm de ser dados à produção de leite”, entre os quais se inclui então a diminuição dos custos dos factores de produção, onde se incluem, por exemplo, o gasóleo, os adubos ou as rações. Berta Cabral lembra que estes têm assistido a uma escalada de preços nos últimos tempos, alguns com aumentos na ordem dos 100%, enquanto o preço do leite está estabilizado, o que faz com que os produtores vejam cair a rentabilidade. “Há que apoiar a importação dos factores de produção, ou a sua substituição a nível local, para dar maior margem ao produtor”, diz.

Berta Cabral reafirmou também a sua convicção de que é necessária “uma entidade reguladora que faça a supervisão do sector” do leite, distribuindo de forma equitativa “a riqueza gerada entre a produção, a transformação e a comercialização”.

A candidata referiu ainda a “necessidade de construir um novo matadouro e a respectiva sala de desmancha” no Faial, para valorizar a carne da ilha.

Lembrando que “a agricultura será sempre o grande pilar de sustentação da actividade económica nos Açores”, a líder laranja defende mais incentivos à diversificação do sector, com uma aposta nas áreas da horticultura, da fruticultura e da floricultura. 

Berta Cabral quer também “que os técnicos dos serviços oficiais trabalhem em conjunto com as associações para apoiar a diversificação e todo o trabalho técnico e tecnológico que tem de ser desenvolvido” e defende ainda a colocação da Universidade dos Açores “ao serviço do desenvolvimento da nossa agricultura”.

“É preciso também estimular a entrada de novos agricultores”, diz, defendendo a criação de estágios e de apoios à contratação. “Todos os sectores têm apoios a estágios, com excepção da agricultura. Consideramos que é importante apoiar estágios no sector agrícola e agro-alimentar, assim como a contratação de jovens, porque o rejuvenescimento do sector ajuda a que haja maior empreendedorismo”, referiu.

Para Berta Cabral, a agricultura tem um papel importante na criação da “região económica” que defende para os Açores. Nesse sentido, entende que é necessário que “o mercado de cada ilha passe para uma escala regional”, ou seja, que as produções de cada ilha possam ser vendidas em todas as ilhas. “Uma coisa é vender para um mercado de 15 mil, outra para um de 250 mil pessoas”, refere. 

A candidata entende ainda que o turismo tem um papel importante nesta equação, porque pode transformar um mercado de 250 mil pessoas num mercado de um milhão, “se conseguirmos atrair 750 mil turistas por ano”. “É preciso trabalhar nesse sentido, de aumentar o consumo, porque só assim se pode aumentar a produção”, referiu.

 

 

 

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