Menos ligações Lisboa-Horta-Lisboa alvo de crítica do PSD

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A Comissão Política da ilha (CPI) do Faial do PSD, expressou preocupação com o que entende ser uma redução do número de ligações diretas entre Horta e Lisboa, acusando a TAP e a SATA de terem feito um acordo comercial, e o Governo da República de não ter cumprido com a sua palavra.

Em conferência de imprensa, realizada ontem dia 5 de março, os sociais democratas faialenses mostraram-se preocupados com as informações avançadas em comunicado do grupo SATA , que data de 4 de março, no qual se avançaram dados que demonstram “uma redução de ligações inaceitável”.

Com base nas contas feitas pela delegação faialense do PSD, ao abrigo do antigo modelo, entre abril e outubro, a época alta ou “verão IATA”, a cidade da Horta tinha 280 ligações diretas com Lisboa.  Agora, ao abrigo das novas obrigações de serviço público que entram em vigor a 29 de março, durante os mesmos meses, o número cai para 218, menos 62 voos que em período homólogo.

“Isto significa menos quase 10.000 passageiros e uma diminuição idêntica na oferta de carga”, calcularam os sociais-democratas. Acresce-se ainda “o facto de a grande maioria dos voos diários ser de manhã cedo, o que não permite a ligação aos voos vindos da Europa. Estaremos na iminência de perder ou reduzir significativamente esse importante mercado”, fatores que podem vir a ter um impacto “pernicioso” na economia faialense e das ilhas do Triângulo, temem.

Nos meses de abril, maio e outro estão previstas cinco rotações semanais, de terça a sexta feira e aos domingos; em junho e setembro um voo diário, com reforço nos meses de julho e agosto que aumentarão as ligações diretas com Lisboa para dez por semana, com as terças, quartas e sextas feiras e terem dois voos com a capital portuguesa.

Para Eduardo Pereira, presidente da CPI do Faial, houve um jogo de bastidores entre a TAP e a SATA , “com o patrocínio do governos da república e da região”, que levou a um acordo comercial e consequente afastamento da TAP da rota Lisboa-Horta-Lisboa. Por outro lado os sociais democratas apontam o dedo ao Governo da República, liderado por Pedro Passos Coelho, acusando-o de não ter cumprido a promessa de que “na privatização da TAP, seria salvaguardado o serviço público nas regiões autónomas.

Aquando do anúncio de que a TAP não iria concorrer às novas obrigações de serviço público nas ligação das três gateways açorianas não liberalizadas – Faial, Pico e Santa Maria – a CPI do PSD/Faial mostrou-se expectante, esperando que a SATA “garantisse aos faialenses não só a mesma qualidades nas ligações diretas com Lisboa, mas também mantivesse o mesmo número de ligações, quer no Verão, quer no Inverno”.

SATA tem visão diferente

No comunicado da SATA de dia 4 de março a companhia aérea, que agora vai operar exclusivamente nas rotas que mantêm as obrigações de serviço público e que ligam a região a Portugal continental, considera que haverá um aumento da “capacidade” da oferta em relação ao que acontecia até à data.

Do ponto de vista da transportadora área açoriana o definido “responde ao que o Estado português fixou”, chegando nalguns casos a ir “além do que está legalmente definido para o verão IATA”.

Segue agora para o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) a proposta que vai formalizar o domínio da SATA  nestas rotas a partir de 29 de março.

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