Mestre Simão – Cinco propostas na fase final do concurso para remover o navio encalhado

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Das onze propostas apresentadas no âmbito do concurso público para a remoção do navio “Mestre Simão”, encalhado no Porto da Madalena do Pico, apenas cinco passaram à fase final. Devido à impossibilidade de recuperação, o Governo Regional avançará com a construção de um outro navio com capacidade para maior carga de viaturas.

O capitão do porto da Horta anunciou na passada quarta-feira que, das 11 propostas apresentadas ao concurso público para a remoção do navio “Mestre Simão”, que encalhou no início de janeiro no porto da Madalena do Pico, apenas cinco chegaram à fase final do concurso.
“Nesta altura os consultores já analisaram todas as propostas e consideram que existem cinco que merecem ser apreciadas para uma decisão final. Ao longo da presente semana deverão prosseguir os trabalhos de consultadoria e análise das propostas com vista a decidir qual o proponente selecionado. Posteriormente deverão seguir-se os necessários contactos para estabelecer os termos comerciais ou contratuais entre as partes”, indicou Rafael da Silva, em nota endereçada às redações.
O capitão do porto da Horta realçou que, “considerando as cinco propostas que continuam a ser avaliadas, pode adiantar-se que a duração dos trabalhos será entre 21 e 80 dias”, podendo esta “estar sujeita a contratempos meteorológicos ou de mar.
As propostas apresentadas apontam para dois métodos possíveis de remoção do navio: o desmantelamento por corte no local, com ou sem apoio duma barcaça, sendo ainda equacionada a possibilidade do acesso por terra; ou a possibilidade de recorrer à remoção através de uma grua com base numa plataforma. Assim, o início das operações poderá ocorrer entre o final do mês de março e o início do mês de abril.

 

Navio que irá substituir ‘Mestre Simão’ terá maior capacidade para viaturas

O Presidente do Governo dos Açores Vasco Cordeiro anunciou, depois de ter recebido em audiência o Conselho Executivo da Associação de Municípios do Triângulo, que abarca as ilhas de São Jorge, Pico e Faial, que o navio que será construído para substituir o “Mestre Simão”, terá maior capacidade para viaturas, o que potenciará a economia da região.
“O trabalho que está a ser feito pretende (…) reforçar a capacidade, sobretudo, de transporte de viaturas. Está também em análise permitir o transporte de viaturas até cinco toneladas”, vincou Vasco Cordeiro, sustentando a importância a nível de “trocas comerciais” nas ilhas do Triângulo de uma embarcação de maior porte.
Vasco Cordeiro reiterou ainda a “opção clara” de se “avançar rapidamente para a construção de um novo navio”, lamentando o condicionamento nesta fase da “capacidade de transporte de viaturas e passageiros entre as ilhas do Triângulo”.
No referido encontro foram ainda abordadas matérias ligadas aos transportes aéreos ou, por exemplo, o reforço de capacidade operacional do aeroporto do Pico.
O presidente da associação de municípios, Roberto Silva, autarca das Lajes do Pico, declarou terem sido manifestadas “algumas preocupações” pelos autarcas ao presidente do executivo açoriano, tendo sido recordada a importância das ilhas do Triângulo em áreas como o turismo.
Recorde-se que o navio “Mestre Simão”, construído em 2013 nos “Astilleros Armon”, em Espanha, tem 40 metros de comprimento e encalhou em 06 de janeiro no porto da Madalena, ilha do Pico, devido à forte ondulação que se fazia sentir na altura.
Todos os passageiros e tripulantes, num total de perto de 70 pessoas, saíram ilesos do acidente.

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