O consumo excessivo… Que futuro?

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Ao longo dos últimos tempos muito se tem falado de um consumo exagerado desde o dinheiro, a imagem, a roupas, perfumes, adornos, de substâncias lícitas e ilícitas. As sociedades estão em crise: por um lado, consumismo bens supérfluos e exagerados impulsionado por avanços tecnológicos que nos surpreendem a cada dia; de outro, fome, miséria, desigualdade e uma razia dos recursos naturais existentes. No fundo, estamos perante um mundo onde o ter tornou-se mais importante do que o ser.
Nos atuais exagerados padrões de consumo, os adolescentes foram escolhidos como o alvo mais fácil desta escalada sem rumo, sendo hoje chamados de filhos do consumismo.
O mercado, os média e o comércio perceberam no perfil do adolescente um terreno fértil, e a primeira escolha para o lançamento de novos alimentos, novos sabores, novas bebidas, moda, roupas, tudo sempre embalado pelo novo, pelo moderno, pelos maiores recursos, pelo passageiro, pela contestação e pela sensação de pertencer a um grupo diferente. Muitas vezes são os jovens que escolhem os produtos que irão ser usados em casa, desde os mais simples até os mais sofisticados. É fato que nunca os adolescentes de classe média tiveram tanto dinheiro nas suas mãos. São alvos de bancos, shoppings, companhias de fast-food, agências de turismo, marcas de telecomunicações, entre outros. Neste planeta “jovem”, de consumismo, estimulado pela própria sociedade, os adolescentes exageram na dose. Por sua vez, sabemos ainda que o discurso do marketing e da propaganda convidando ao consumo exagerado, se apoia no culto à estética, trazendo impacto e influenciando o estilo de vida dos jovens. O supérfluo torna-se o fundamental e os valores caiem em desuso.
Impera assim um narcisismo no qual adolescentes e adultos jovens procuram uma imagem perfeita, não medindo as consequências para alcançar os seus objetivos. Todos querem a melhor faculdade, a melhor roupa, o perfume mais caro, o melhor carro e mostrar um melhor corpo. Um corpo musculado através do consumo de substâncias, sem gordura (à custa de procedimentos cirúrgicos fúteis e com riscos para a saúde), pele lisa, sem borbulhas, estrias ou rugas. A isto soma-se a dificuldade dos pais em dizer não com receio de frustrar os filhos.
Com o passar do tempo, os jovens com este tipo de comportamento, acabam por comprometer as suas relações sociais, afetivas, profissionais e económicas. De forma a evitar tais comportamentos é essencial apostar desde cedo na educação escolar e familiar, de forma a melhorar a perceção dos jovens quanto a estes padrões de consumo exagerados os quais muitas das vezes, se suportam em imagens perfecionistas que distorcem completamente à realidade.

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