Sobre felicidade

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Felicidade (felicitas) é um estado de satisfação do indivíduo face à própria situação no mundo. O otimismo, a resiliência, a gratidão, as emoções positivas, os objetivos de vida e a paz interior surgem, naturalmente, associados à felicidade. Aristóteles associou-a à “capacidade de bem agir, à virtude, aos bens da alma”. Também Platão associou a felicidade às virtudes de justiça, temperança, bondade e beleza”. Mas pode a felicidade dos indivíduos ser potenciada, quer em termos individuais quer coletivos?
No plano psicológico, em vez de felicidade, faz sentido falar de bem-estar subjetivo. Este reflete auto-aceitação, uma consciência autocrítica, compreensão e controle das emoções, confiança e autoconhecimento. Reclama capacidade de auto-investigação e de auto-análise dos próprios sentimentos, expetativas e decisões. Isto significa que o indivíduo deverá saber responder à velhíssima questão formulada pelo filósofo grego: “quem sou eu”?
No plano das organizações, a promoção do bem-estar subjetivo exige a valorização da autonomia, da liberdade criativa, da cooperação e dos contributos de todos os membros dessa mesma organização. Ao nível do grupo de trabalho, traduz-se em empenho, responsabilidade e compromisso com o desenvolvimento pessoal e profissional de todos os seus membros. Exige respeito pela individualidade; confiança recíproca. A liderança exerce-se com base na influência e não no poder formal.
Quer no plano individual, quer profissional, as pessoas autodirigidas definem os seus próprios objetivos e metas, avaliam as suas necessidades, competências, potenciais criativos e valores essenciais. Caminham. Imprimem no chão da existência os passos que lhe permitem alcançar essas metas. Desenham na poeira do tempo, níveis de desenvolvimento humano, relações interpessoais e as marcas únicas do ser aí, no mundo, com os outros.

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