Opinando em Tópicos

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Correio Desportivo, outra efeméride

Mais uma efeméride ligada ao desporto, esta, porém, no “Faial, e, jornalisticamente falando, por em 1949 o então diário da tarde da Horta ter passado a publicar, com regularidade às 2ªs. feiras, o “Correio Desportivo”, secção que só acabaria com o inesperado fecho do Jornal em meados de Fevereiro de 2007.

Era intento de AFA (minhas iniciais), aliás expresso no nº.1, compensar quanto possível o desaparecimento da “Horta Desportiva”, dirigido com empenho e competência pelo Engº. Belisário Vieira que muito contribuiu para o desenvolvimento do desporto, organizando com frequência Torneios de Atletismo, com a participação dos três clubes citadinos e de dois das Companhias estrangeiras: alemã e inglesa.

Longe de nós qualquer comparação entre duas colunas (ao principio) e uma página (depois) e as quatro dum semanário, quiçá o único, até hoje, Jornal açoriano de cunho desportivo.

Uma das razões que me levam a registar esta efeméride, além de estar ligada ao período áureo faialense em que a Horta era falada como a cidade mais desportiva dos Açores, é lembrar velhos amigos que comigo colaboraram desinteressadamente enquanto tive responsabilidades no ido “Correio da Horta” de que meu pai foi um dos fundadores em 1930.

Eram eles: Arnaldo Lira (Atlético), Manuel Garcia (Sporting) e Artur Ramos (Fayal), em notícias e comentários; e também Carlos Ramos e António Nogueira que dirigiram a Secção, tendo este deslocado-se a Angra para fazer a cobertura da visita do União de Tomar à Terceira em Março de 1973, conseguindo a vinda ao Faial da Equipa continental em que o grande Eusébio alinhava, já em fim de famosa carreira.

Uma nota à parte, respeitante à apreciada colaboração do desportista João Quaresma desde o início do Jornal.

Também de menção especial foram os “Postais da Suécia”, enviados, em exclusive, pelo Dr. Victor A. Marques Jr. sobre os jogos do Mundial de futebol, ganho pelo Brasil e que foram muito apreciados pelos leitores. Recorde-se que o Dr. Victor Marques foi Presidente da AFH, cargo exercido com competência e imparcialidade.

 

Do Mundo para Porto Pim

Num ainda recente Tópico , falámos do “Salgueirinha”, popular restaurante junto do porto da Feteira, agora com nova gerência: continental que se apaixonou à primeira vista pelo aprazível lugar, levando-o mesmo a vir de Lisboa para o Faial.

Hoje, mais duas linhas sobre a restauração faialense, já que o nome de Genuíno Madruga é assaz suficiente: demasiado conhecido nas ilhas do Triângulo, mesmo antes de o navegador solitário andar em voltas pelo mundo, duplicando o feito de Fernão de Magalhães que até nem chegou a meio, embora deixando nome em famoso Estreito, atravessado pelo navegador picoense.

Tamanha façanha já na História que felizmente não esquece os que lá entram, embora Genuíno Madruga não é pessoa que goste de viver à sombra de êxitos.

E ei-lo assim com os pés bem assentes em terra e com o mar dos Açores à porta, como único fornecedor do bom peixe para matéria que será mesmo prima para seu restaurante à beira de Porto Pim.

Que a fama, alcançada nesse mar sem fim, se repita na restauração na Horta, cosmopolita cidade que também conhece como a palma da mão, é nosso voto.

 

Calor a valer no Brasil

Aquando da permanência da Equipa das Quinas em Campinas, o calor e a humidade veio à baila, particularmente na comunicação social lusa, que não poupou “culpas” aos ditos elementos da natureza pela fraca exibição portuguesa, acabando por ser eliminada.

A propósito, ouvimos a uma jornalista informar para Lisboa estar um “calor a valer”, acrescentando: “como aqui se diz”.

Por sinal, até achámos interessante a expressão que é semelhante com a que é usada nos Açores, de Santa Maria ao Corvo: “calor de rachar”…

* O autor não escreve de acordo com o novo Acordo Ortográfico

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