Opinando objectivamente – TÓPICOS – 1-Mulheres 2-Escola 3-Governante 4-Costumes 5-Cabo

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1 Vai para meio século (3-9-1976) que tiveram início, no Salão maior do “Amor da Pátria”, os trabalhos da Assembleia Regional dos Açores (ainda não Legislativa), e em que esteve presente o Presidente de Portugal, Gen. Ramalho Enes.

Os 43 deputados que deram o pontapé de saída representavam: o PSD (27), o PS (14) e o CDS (2)

Embora com reduzida participação, a Democracia Cristã tem-se mantido sempre no 1º. Orgão da Autonomia açórica, impondo-se pelos seus patrióticos princípios.

Mas só quase 4 décadas depois (3-9-2013 é que uma Mulher Democrata-Cristã toma assento no Areópago da Horta: Maria da Graça Amaral Silveira, por sinal, nascida no Faial, ilha que foi durante alguns anos a única sede nos Açores do extinto movimento feminino, denominado MCDS (Mulheres Centristas Democratas Sociais) de que era Delegada Maria João Amaral, tia da nova Deputada

Encontro na Horta (sede do CDS) de Mulheres Centristas, em Junho de 1983, aquando da visita: de Luiza Raposo (à esq. na foto), Presidente Nacional do MCDS

Já como candidata, Graça Silveira havia dado na campanha bons sinais de sua competência e preparação para o cargo. 

Todavia, não foi eleita pela Lista por ela encabeçada, antes pela da Compensação em que terão contado os votos por patrícios dados. 

E, uma vez no Parlamento, por rotação dos eleitos, confirmou, no Plenário de Setembro, suas reais capacidades políticas, no domínio dos mais diversos assuntos, de interesse para o Faial e para os Açores. 

Mesmo em primeira semana, mostrou não estar ali quedo e mudo, parecendo ter até causado alguma inquietação no roseiral!

Sem ter entrada de leão, foi com certeza uma histórica estreia de Mulher democrata-cristã, aliás, a não deixar mal o ditado: 

Tardou, mas arrecadou… 

 

2 Doado pelo Dr. Manuel Francisco Neves e esposa Dona Mania Neves à Santa Casa da Misericórdia da Horta, o Palacete de Sant ‘Ana, sito na alta citadina, não veio a ser Maternidade, como era vontade do benemérito casal faialense, naturalmente por razões plausíveis. 

Com o decorrer dos anos chegou a parecer ter sido votado ao esquecimento, o que felizmente não aconteceu.

É que a prestimosa Mesa da presidência de Eduardo Caetano, em vez de vender o imóvel em causa, preferiu, e bem, dar-lhe um fim mais consentâneo com os princípios da antiga Instituição de Caridade.

Assim, restaurado o Palacete, adaptou-o a Escola Profissional, vindo colmatar a saída forçada da Escola do Magistério, de boa memória.

Aliás é sintomático o facto de no curto espaço de quinze anos se ter imposto na vida económica e cultural da Horta.

Vários, e de assaz actualidade, têm sido os cursos ministrados, isto pelo o que temos apercebido das referências na imprensa local, uma até recente: a crónica de Julho da jornalista do “Tribuna” Mónica Pimentel, ilustrada com foto da colega Susana Garcia.

Um senão, já que nem tudo são rosas, como deixa transparecer a preocupação das professoras Maria José Gonçalves e Alice Rosa quanto a “dificuldades de inserção dos formados no mercado do Faial”.

Trata-se, na verdade, de um problema que a comunicação (RTP-A incluída) pode ajudar a resolver, sensibilizando nesse sentido os políticos e os faialenses no geral.

 

3  Aquando da posse do actual Governo açoriano, liderado por Vasco Cordeiro, terei estranhado a ausência de qualquer patrício no elenco, e se não o escrevi, pelo menos pensei.

Embora desejasse mais, pois já fazia parte do Executivo um Cidadão corvino, foi naturalmente com agrado que li a notícia da nomeação de Filipe Porteiro para Director Regional dos Assuntos do Mar, um ilustrado doutorado da nova geração faialense.

Justo também uma palavra elogiosa para Frederico Cardigos que vinha a exercer com reconhecida competência o dito cargo, aliás, uma pessoa que apenas conheço através dos seus oportunos e bem documentados escritos neste Semanário.

4 É conhecida a sobrevivência de costumes deixados no Havai pela grande emigração insular no século XIX para aquelas ilhas, hoje um dos Estados da Federação norte-americana.

Segundo lemos “A linguiça de São Miguel é vendida ao pequeno almoço nos McDonald há cerca de 3 anos, e é acompanhada de arroz e dois ovos estrelados”, como informou à Agência Lusa uma senhora terceirense, residente em Maui.

Recorde-se que “cerca de 12 mil emigrantes dos Açores e da Madeira chegaram ao Havai entre 1878 e 88”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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