1) Paulo VI
Voltemos às profecias de São Malaquias – Pastor et Nauta e Flos Florum – que, aquando das eleições dos Papas – João e Paulo, foram atribuídas pela comunicação social respectivamente a Roncalli e Montini.
Recordo que em Fevereiro de 1979, anos depois da morte de Paulo VI, em artigo no ido “Correio”, escrevia que a primeira da dita “estaria mais concernente com os 15 anos de intenso apostolado deste verdadeiro Paulo do século XX”.
Eleito em 21 de Junho de 1963, teve na continuação do Concílio sua principal missão, mesmo assim de 4 a 6 de Janeiro de 1964 vai à Terra Santa para histórico encontro com o Patriarca ortodoxo Atenágoras, com quem trocou o “beijo da Paz” junto ao túmulo de Jesus, gesto que haviam de repetir.
Era voz corrente que durante a conversa particular mantida, o Papa dissera ao Patriarca: Olhe, quanto a divergências, deixemo-las aos teólogos, e nós vamos viver como irmãos.
Em Dezembro, do mesmo ano, desloca-se a Bombaim, onde preside ao Congresso Eucarístico Nacional da Índia.
E em Outubro de 65 viaja para Nova Iorque, ficando para a história como o primeiro Papa a discursar nas Nações Unidas; falou sobre a paz, perante Chefes de Estado e representantes de todos os países membros da ONU, incluindo os marxistas.
No 50º. Aniversário das aparições em Fátima, a 13 de Maio de 1967, vem a Portugal como peregrino, sendo recebido pelo Governo no aeródromo de Monte Real, a norte de Leiria.
Por sinal, 3 anos depois escapa a tentativa de assassinato nas “Filipinas (Manila), visitando também a Autrália e outros países.
De salientar ainda a ida à sede do Conselho Ecuménico das Igrejas na protestante Genebra.
Tudo isto quando começaram a ser publicados os Documentos do Concílio, aliás aprovados com significativa maioria, numa altura em que a Europa já era influenciada por uma onda de materialismo ateu de que primeira vítima foi a sua Encíclica “Humanae Vitae” o que muito o terá magoado.
E em 6 de Agosto de 1978, esgotado por doença e um pontificado assaz difícil, morre Paulo VI, momentos após ter comungado em Missa celebrada em sala próxima dos seus aposentos pontifícios.
À Margem
Dez anos antes, pela Páscoa de 68, tivemos a graça (Maria João e eu) de irmos a Roma e ver o Papa: Nos quase três dias vimos 4 vezes Paulo VI especialmente na Via Sacra no Coliseu e na Missa na Praça de S.Pedro, ouvindo -o em português na oração dos fieis.
2) O popular político laranja, embora da ilha das bananas, é sempre uma surpresa quando surge no mini-ecrã, ou se deixa apanhar pela televisão, aliás já informada da sua presença.
Desta feita foi em festa de rua no dia 6 de Janeiro, que levou a melhor sobre o Gaspar, com mancheia de crianças, vestidas de Reis Magos cercando João Jardim, entusiasmadas pela sua habitual jovialidade, sem dispensar mesmo a obrigatória coroa.
3) Costuma-se dizer que todo o bicho à nascença é feio.
No caso, seria pequeno, e ainda continua a ser, se bem que a coisa tenha melhorado com o abaixamento do fundo.
Acontece que um dia destes garantiram-nos que a altura de água no novo porto já é suficiente e que o problema estaria apenas para barcos de comprimento superior aos 200 metros do molhe.
É que, acrescentava o nosso informador, pessoa que parece dominar o assunto, embora sem “canudo”, os ditos cruzeiros de turismo não têm quilha quiçá dispensada por sua largura.
Mesmo assim, o acabar com o cotovelo do extremo da Doca com vista à acostagem de navios de maior calado não será a solução ideal, pelo menos temo-nos de contentar com o ditado: do mal o menos…
E ao fim e ao cabo, ficámos mais descansados, já que o turismo é presentemente indústria assaz importante, e o Faial, com a sua Baía no Clube internacional das mais belas do mundo, tem uma palavra a dizer no contexto regional, apesar de cabeças duras da nossa governança parecerem querer ignorar tamanha riqueza que não é só faialense.
E após último escrito sobre o porto da Alagoa, antes da inauguração pomposa como mandava o figurino, não fosse em vésperas de eleição para o Parlamento da Horta, temos vindo a ouvir os melhores elogios às boas condições oferecidas a milhares de utentes, em especial aos que diariamente atravessam o Canal.
* O autor não escreve de acordo com o novo Acordo Ortográfico











