PCP volta a insistir no aumento do Salário Minimo Regional

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O PCP apresentou ontem, na Horta, uma proposta de alteração ao Orçamento da Região para 2015, com vista a aumentar o Complemento Regional ao Salário Mínimo dos 5% para os 7,%. Esta é uma proposta que o partido tem vindo a defender ao longo dos últimos anos, e na qual Aníbal Pires volta a insistir por considerar, por um lado, que que existe uma  evolução no sentido de voto das bancadas da oposição, que passou do voto contra para a abstenção e, por outro, por acreditar que esta seria uma “medida estruturante” em prol da economia regional.

O líder do PCP/Açores lembra que esta proposta visa “diminuir o fosso salarial” entre os trabalhadores açorianos e os do continente e aguarda com expetativa a sua discussão no Parlamento Regional no âmbito do debate do Plano e Orçamento da Região para 2015.

Aníbal Pires esclareceu ainda que esta proposta dá “sequência legislativa” a uma petição, entregue esta semana na sede do Parlamento, a defender o aumento do salário mínimo, subscrita por milhares de trabalhadores açorianos.

Para os comunistas, esta é uma medida de “elementar justiça” para os trabalhadores açorianos, uma vez que “cerca de 40% dos trabalhadores auferem menos de 600 euros mensais e 70% vive com rendimentos inferiores a 900 euros mensais”, lembra o líder do 

PCP/Açores, acrescentando a este respeito que “esta é uma realidade que faz dos Açores uma das regiões do país com maior concentração de baixos salários”.

Segundo Aníbal Pires, “trata-se de um aumento que é urgente e necessário”, uma vez que o aumento do salário mínimo nacional, que permitiu aumentar o salário também na região, “para além de tardio e insuficiente”, não passou de “um rebuçado eleitoral”, para iludir os 

trabalhadores portugueses, revelou.

“O Governo Regional orienta uma parte cada vez maior dos seus meios financeiros para os programas de apoio às empresas sem, no entanto, conseguir com essa medida travar as falências, encerramentos e a alta taxa de desemprego na nossa região que, segundo os últimos dados continua a ser a mais elevada do país. É necessário estimular o consumo interno para permitir que as empresas regionais produzam e vendam”, afirmou Aníbal Pires.

 

Questionado sobre se a aprovação ou não desta medida condicionava o voto do PCP no Plano e Orçamento, Pires negou qualquer hipótese disso acontecer, frisando que a sua votação dependerá de uma “avaliação global” do documento que o Governo Regional submeteu aos deputados e também da versão final que sair do parlamento.

 

 

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