Plataformas logísticas voltam à Assembleia Municipal da Horta

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 Um estudo sobre transporte marítimo de mercadorias na Região, encomendado pela Câmara do Comércio e Indústria dos Açores e recentemente tornado público, sugere a adopção de um modelo assente em plataformas logísticas na Praia da Vitória e em Ponta Delgada. A reacção das forças políticas faialenses, que sempre se mostraram contra esta hipótese, não tardou: no mesmo dia em que o estudo foi conhecido, o PS/Faial emitiu um comunicado a contestá-lo e, na última Assembleia Municipal, que reuniu na tarde de ontem na Conceição, a bancada municipal do PSD apresentou um voto de protesto sobre o mesmo assunto.

Para os social-democratas faialenses, o estudo em questão vem na sequência da proposta do Governo Regional para a adopção de um modelo de transporte marítimo com plataformas logísticas, implícita no Plano Regional de Ordenamento do Território dos Açores (PROTA), aprovado na Assembleia Regional com os votos do PS.

O PSD vaticina que “começarão a aparecer as decisões complementares e a operacionalização deste desiderato”, e entende que, a ser instituído um modelo de transporte marítimo com plataformas logísticas em Ponta Delgada e na Praia da Vitória, “o Faial e as outras seis ilhas serão fortemente penalizadas”. No voto, apresentado pelo deputado municipal Laurénio Tavares, pode ler-se que este modelo dá “orientações claras aos investidores destas áreas que obviamente optarão pelas ilhas e zonas onde ficarão as plataformas logísticas”.

Os social-democratas apontam o dedo aos deputados regionais do PS eleitos pelo Faial, que, em vez de optarem pela defesa da sua ilha “foram submissos à vontade do partido e do Governo”, ao votarem favoravelmente o PROTA.

Apelando à posição já histórica da Assembleia Municipal sobre esta matéria, os social-democratas propuseram que aquele órgão reafirmasse a sua posição de “veemente protesto e oposição à implementação do modelo de plataformas logísticas no transporte de mercadorias para os Açores”. O PSD repudia ainda este estudo “encomendado”, que pretende criar “a ideia falsa” da adequabilidade do modelo aos Açores.

Apesar do “beliscão” do voto social-democrata aos deputados socialistas eleitos pelo Faial, a bancada municipal do PS associou-se por inteiro ao PSD nesta questão. Ana Luís lembrou mesmo que o secretariado de ilha do partido tinha emitido uma reacção ao estudo no mesmo dia em que o seu teor foi divulgado pelo jornal Correio dos Açores, reacção essa já divulgada na edição online do Tribuna.

Por sua vez, Mário Frayão, da bancada municipal da CDU, referiu-se a esta questão das plataformas como a “reincidência de uma estratégia” de menorização das restantes ilhas em relação a São Miguel e à Terceira. Para o deputado municipal, esta “insistência” deve ser combatida “de uma maneira frontal”, uma vez que está longe de ser uma boa estratégia de desenvolvimento para a Região.

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